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O Departamento da Energia dos Estados Unidos (DoE) resolveu recentemente baptizar o seu gás natural liquefeito (GNL)* para exportação como “gás da liberdade” ou “moléculas de liberdade”. Liberdade para quem? Para a Europa, que já tem uma fonte fiável e barata de gás natural mas está a ser forçada a mudar para um gás mais caro, originário dos Estados Unidos, sob ameaça de sanções? Certamente que não.
Sanções para um lado, golpes de Estado para outro, invasões militares, ameaças, chantagens para outros, os Estados Unidos desdobram-se em actividades que muitas vezes têm em comum um sinal - um rasto de petróleo. O império move-se a hidrocarbonetos no quadro de uma estratégia que é, de facto, elaborada e afinada com o objectivo de controlar globalmente a energia. O petróleo não explica tudo, mas diz muita coisa.
Um ruidoso silêncio da União Europeia responde ao reconhecimento por Donald Trump da anexação dos Montes Golã por Israel. Documentos emitidos por instituições europeias sobre a Rússia e a China poderiam ter disso redigidos pelo próprio presidente dos Estados Unidos; "amigos dos americanos" estão no assalto à Comissão Europeia, tentando marginalizar até a linha oficial alemã. A União Europeia manifesta um fascínio por Trump no momento em que ele estabiliza uma equipa que não é mais do que uma cáfila fascista. Um fascínio que é, por sinal, das únicas argamassas conseguindo unir uma entidade em cacos.
Foi em 16 de Fevereiro e o episódio dá conta do tipo de congeminações que circulam entre os dirigentes que têm o mundo nas mãos. Nesse dia, o vice-presidente dos Estados Unidos sugeriu à chanceler alemã enviar uma frota de navios de guerra ao Mar de Azov para provocar Putin; e Merkel não rejeitou imediatamente: ainda consultou o chefe do regime ucraniano e o presidente de França. A ideia morreu à nascença, mas de onde veio esta outras podem seguir-se… Até que o conflito rebente?
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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