O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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AS SENHORAS E OS SENHORES DA GUERRA DE BIDEN

Estrategos das guerras de destruição da Líbia e da Síria, operacionais do golpe fascista na Ucrânia, teóricos neoconservadores, criminosos de guerra ligados às carnificinas na Jugoslávia e no Iraque, por sua vez associados ao núcleo belicista em torno do casal Clinton e Obama, polvilham as principais áreas de intervenção da administração de Joseph Biden. Tudo sob influência de Madeleine Albright, patrocinadora de crimes de guerra, por exemplo nos Balcãs. A comunicação social corporativa continua a “respirar de alívio” com o alegado novo rumo dos Estados Unidos; porém, do quadro actual há que esperar mais guerras, mais ingerência, mais golpes de Estado – “brandos” ou nem tanto.

O SAHARA OCIDENTAL, MAIS UMA GRANDE FARSA EUROPEIA

Uma das últimas malfeitorias de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, assumida já depois de ter perdido as eleições, foi mais uma atrocidade contra o direito internacional: o reconhecimento “da soberania marroquina sobre a totalidade do território do Sahara Ocidental”. Significativamente, a decisão passou quase despercebida; não consta que o secretário-geral da ONU, a União Europeia ou o ministro português dos Negócios Estrangeiros tenham manifestado publicamente qualquer reserva em relação a tão flagrante ilegalidade.

ACÇÕES CONTRA VACINA RUSSA CHEGAM ÀS REDES SOCIAIS

Os gigantes tecnológicos de Silicon Valley proprietários das redes sociais e cada vez mais os controladores absolutos da internet decidiram suspender a conta Twitter da vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V, alegando ter detectado “actividades suspeitas” com origem no Estado norte-americano da Virgínia, que alberga a sede da CIA e de outras agências de espionagem dos Estados Unidos. Embora a conta tenha sido reactivada algum tempo depois, ficou dado mais um sinal de poder dos gigantes privados que se assumem de uma maneira mais evidente a cada dia que passa como os grandes filtros censórios da comunicação social globalizada.

HÁ 30 ANOS, A “MÃE DE TODAS AS GUERRAS” SEM FIM

Passam exactamente 30 anos sobre o momento em que os Estados Unidos e os seus velhos e novos aliados – nascidos estes no espaço de influência da União Soviética então em desagregação – lançaram a operação “Tempestade no Deserto” contra o Iraque de Saddam Hussein. Também foi chamada “a mãe de todas as guerras”, sabe-se hoje que com inteira razão pois ela gerou uma sucessão de guerras sem fim cujos efeitos moldam a actual estratégia imperial: Jugoslávia, Afeganistão, novamente Iraque, Líbia, Síria, a que devem somar-se os conflitos não directamente assumidos contra o Irão e o Líbano. A agressão marcou o regresso das forças armadas portugueses a intervenções de carácter colonial, que se multiplicaram até hoje - acções violadoras da Constituição que escapam à fiscalização constitucional. E pôs em evidência que a guerra se transformou no praticamente único recurso das forças dominantes à escala mundial.

PRESIDENCIAIS E SOBERANIA NACIONAL

Empestadas pelo lixo mediático atulhado de superficialidades, ausência de ideias e pela irresponsável tentação de branqueamento do fascismo, as eleições presidenciais em Portugal estão praticamente vazias de temas nobres e essenciais que deveriam estar no centro de cada consulta eleitoral como é, entre outros, o caso da soberania nacional.

VIDA DE ASSANGE CONTINUA EM PERIGO NA PRISÃO

A via sacra do jornalista Julian Assange parecia ter terminado naquele dia 4 de Janeiro de 2021 e o fundador de WikiLeaks poderia estar, em tese, a caminho da liberdade condicional. Dois dias depois, porém, Assange foi reencarcerado. Nesta novela terror e de perseguição contra o jornalismo livre tudo parece alinhar-se para que um epílogo fatal aconteça dentro de um sistema prisional – britânico ou norte-americano.

O ANO DAS COBAIAS HUMANAS

É fácil, e óbvio, designar 2020 como o ano do vírus, ou da Covid ou de qualquer outra coisa aparentada. Mas não será correcto. A verdadeira história do SARS-CoV-2 está toda por contar, desde as origens às confusas estatísticas, sejam as relacionadas com as causas de mortes sejam as resultantes de diagnósticos feitos com base em testes que não foram criados para fazer diagnósticos. Terá, portanto, de passar muito tempo até que se percebam todas as vertentes da pandemia de Covid-19 e respectivos efeitos sobre a formatação do mundo em que vivemos. E o mais certo é sermos confrontados com a inevitabilidade das consequências sem jamais nos ser dada a possibilidade de conhecer como na realidade tudo começou e se desenvolveu, desde a deslavada mentira do “vírus de Wuhan” – que já andava por outras partes do mundo antes de ser identificado na China – até à gigantesca campanha de terror global montada paralelamente à declaração de pandemia.

A NOVA ROTA DA SEDA E OS ATAQUES À CHINA

Sete anos depois de lançados pelo presidente Xi Jinping, primeiro em Astana e depois em Jacarta, os projectos chineses das Novas Rotas da Seda ou Iniciativa Cintura e Estrada (ICE) – Belt and Road Iniciative (BRI) – deixam cada vez mais a oligarquia plutocrática norte-americana num transe alucinado.

ABSURDO À SOLTA: COMO ESCAPAR À COVID EM CASO DE ATAQUE NUCLEAR

Uma agência governamental norte-americana publicou uma série de instruções aos cidadãos sobre como se protegerem da COVID-19 em caso de ataque nuclear, não dispensando sequer as máscaras, o gel e o distanciamento social nos abrigos. Como se as consequências de um ataque nuclear fossem geríveis num cenário de normalidade. Não se trata apenas de uma iniciativa absurda: pretende criar a sensação de que a guerra nuclear é compatível com a vida quotidiana, sobressaltada apenas por algumas emergências. Uma estratégia de propaganda cada vez mais dominante e perigosa.

O PARAÍSO DOS MAGNATAS

Meio milhar de indivíduos celebram os tempos em que vivemos enquanto a democracia vai ficando suspensa com sintomas de irreversibilidade, as grandes massas, ansiosas, disputam o acesso a vacinas produzidas com métodos de manipulação genética jamais experimentados em seres humanos e as economias nacionais se afundam.

A ARMADILHA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO

E de repente tudo se tornou sustentável. Dos mais solenes discursos dos poderes à publicidade mais assanhada instando aos mais desenfreado consumismo, a “sustentabilidade” tornou-se um mandamento inapelável; ignorando nós se muitos dos doutrinadores saberão do que estão a falar. Em prol da sustentabilidade faz-se uma mixórdia de conceitos onde cabem a ecologia, o combate às mudanças climáticas, a pegada de carbono e respectiva neutralização, o efeito de estufa, o degelo, as energias renováveis, o desenvolvimento sustentável; num ápice, as coisas que consumimos no dia-a-dia tornaram-se recicláveis, compostáveis, biodegradáveis, obrigatoriamente biológicas. Circula muito e constante ruído para nos obrigar a assimilar coisas de que a generalidade das pessoas não fazem ideia. Ora nada disto é inocente, conjuntural e fortuito.

GOVERNO HOLANDÊS ESCONDE APOIO AO TERRORISMO

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, admitiu que interveio pessoalmente para obstruir as investigações parlamentares sobre o envio de milhões de euros de dinheiro público para grupos terroristas que actuam na guerra contra a Síria. Este novo capítulo sobre o envolvimento do governo de Haia na operação terrorista que flagela o povo e o território sírios desde 2011 demonstra a hipocrisia flagrante das políticas da Holanda e, por extensão, da União Europeia, sobre o alegado “combate ao terrorismo” e a protecção dos direitos humanos.

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