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TURQUIA INVADE SÍRIA PARA SALVAR AL-QAIDA

Reintegrando-se plenamente na estratégia norte-americana e da NATO de impedir o restabelecimento da soberania da Síria sobre a totalidade do território do país, assegurando assim a continuação da guerra, a Turquia está a efectuar uma verdadeira invasão militar do país vizinho com tropas e armamento pesado. Apoiando todos os grupos terroristas infiltrados na região, extremistas ou “moderados”, as tropas turcas têm vindo a entrar em confronto directo com o exército regular da Síria para evitar, a todo o custo, a libertação total da província de Idleb e de zonas da província de Alepo em poder da al-Qaida. A Rússia tenta ainda reduzir o nível de violência, mas há registo do envolvimento de tropas invasoras norte-americanas em acções contra populações sírias. A estratégia da NATO na região é cada vez mais perigosa.

GRÉCIA, UM SATÉLITE MILITAR DE WASHINGTON

A Grécia acaba de abdicar do pouco que lhe restava de soberania ao vender em saldo todas as suas bases militares aos Estados Unidos. A direita governamental acha que foi um “negócio muito vantajoso para os interesses nacionais”. E as hostes de Alexis Tsipras, ditas de esquerda, simplesmente abstiveram-se numa matéria fulcral para a independência do país. Já o embaixador dos Estados Unidos em Atenas, Geoffrey Pyatt, um dos arquitectos dos golpes da NATO na Ucrânia e na Macedónia, acha que se trata de um acordo essencial para “repelir actores maléficos” como a Rússia e a China.

CRYPTO CIA, A ESPIONAGEM COMO GUERRA GLOBAL

O escândalo explodiu na “neutral” Suíça. Uma empresa com sede no país, denominada Crypto, dedicou-se a produzir e exportar, desde os anos setenta do século passado, aparelhagens manipuladas para descodificar comunicações secretas em mais de cem países. Embora actuasse como uma outra qualquer sociedade, neste caso registada no Liechtenstein, Crypto era propriedade da norte-americana CIA e dos serviços secretos da Alemanha Federal (BND). “É o golpe de espionagem do século”, considera o Washington Post.

O TERRORISMO E A MÃE DE TODAS AS MENTIRAS

Uma mentira esteve na base da recente escalada de violência no Médio Oriente que culminou com o assassínio do general iraniano Qasem Soleimani. Suspeitava-se de que assim era, mas o apuramento mais pormenorizado de factos e circunstâncias confirmam-no. O mainstream global evita abordar os acontecimentos segundo este novo ângulo – apesar de o New York Times o ter feito - porque seria obrigado a substituir toda a conveniente narrativa montada. Porém, o que na realidade aconteceu foi: os terroristas do Estado Islâmico realizaram a operação que serviu de pretexto a Trump e ao Pentágono para assassinarem o maior inimigo do Estado Islâmico – e da al-Qaida.

“SOU UM ASSASSINO”, CONFESSA UM OPERADOR DE DRONES

Brandon Bryant foi um operador de drones da Força Aérea dos Estados Unidos durante cinco anos. Retirou-se com a consciência de que não era mais do que um assassino à distância, certamente de muitos inocentes, e decidiu dar a conhecer a existência de um massacre organizado de seres humanos sob a designação de “guerra dos drones”, executado no âmbito da “guerra contra o terrorismo”. “Somos piores que os nazis”, confessou.

QUE MÃO HUMANA ESTARÁ POR DETRÁS DO CORONAVÍRUS?

A pergunta está a tornar-se comum, perante as particularidades e as circunstâncias da epidemia de Coronavírus iniciada na cidade chinesa de Wuhan: tratando-se de uma mutação genética, de onde chegou a mão humana que contribuiu para desencadear a doença? Custa sempre admitir que haja pessoas e instituições capazes de atrocidades destas. Mas olhando um pouco para trás, recordando factos históricos conhecidos, admitidos e comprovados, identificando os seus autores e respectivos interesses, medindo os factos e coincidências podem antever-se respostas sem entrar pela gratuitidade da especulação. O Lado Oculto deixa este texto tentando contribuir para a reflexão informada sobre o tema.

PRIMÁRIAS AMERICANAS ARRANCAM EM CLIMA DE FRAUDE

Os Estados Unidos praticam em casa aquilo de que costumam acusar outros países, chegando a promover golpes de Estado como punição: fraudes eleitorais. Ainda agora começaram as eleições primárias do Partido Democrático e já as evidências de viciação de resultados saltam aos olhos de todos. No Estado de Iowa, o mecanismo eleitoral escolhido pela campanha do candidato que se auto-declarou “vencedor” sofreu “erros de codificação”, muito provavelmente em desfavor do “socialista” Bernie Sanders. O mesmo Sanders que, em 2016, foi vítima da viciação eleitoral que permitiu a Hillary Clinton disputar as presidenciais contra Trump. Investigações feitas, vários membros da equipa de Clinton são agora quadros da empresa que montou a aplicação eleitoral escolhida no Iowa. E Sanders é o inimigo de estimação da direcção do Partido Democrático. São assim os métodos políticos seguidos por quem emite juízos sobre supostas “fraudes eleitorais” na Bolívia ou na Venezuela, por exemplo.

TURQUIA EM CLIMA DE GUERRA COM A SÍRIA E A RÚSSIA

Os mais recentes avanços das tropas regulares sírias na libertação da região de Idleb deram origem a uma multiplicação de acções militares e diplomáticas da Turquia, com apoio dos Estados Unidos, revelando que a NATO continua a alimentar a desestabilização na Síria. O presidente turco deu agora um prazo até 28 de Fevereiro para as tropas sírias abandonarem as localidades libertadas ultimamente na província de Idleb e estende as ameaças à Rússia. O clima é de guerra.

ANIQUILAR A PALESTINA, RIDICULARIZAR A ONU

A “Visão de Paz” estampada por Donald Trump e Benjamin Netanyahu em 28 de Janeiro como “solução” para o problema israelo-palestiniano não trouxe surpresas. Há meses que os seus conteúdos vinham sendo conhecidos às fatias, sob a designação pomposa de “acordo do século”, pelo que nenhum dos aspectos focados ao longo das 80 páginas do documento contraria o que era esperado. Mais grave do que o texto é o facto de estar a ser aplicado há muito tempo, perante a inércia da chamada “comunidade internacional”, e representar um patamar elevadíssimo – quase irreversível na actual relação de forças mundial – da estratégia de factos consumados seguida metodicamente por Israel e os Estados Unidos.

“AGENDA VERDE”, UM BODO AOS RICOS

Em pouco mais de um ano as grandes instituições corporativas que contam no mundo parecem ter entrado na onda da nova “agenda verde” de medidas radicais para “conter” as mudanças climáticas. Até o bastião da globalização económica empresarial, o Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, a transformou no tema principal da reunião deste ano, envolvendo “as partes interessadas num mundo coeso e sustentável”. Entre as noções em foco esteve a “de como salvar o planeta” em que a palestrante em destaque foi a jovem activista sueca Greta Thunberg. O que poucos percebem é como tudo isto está a ser orquestrado com cuidado para preparar uma mudança massiva nos fluxos globais de capitais, movimento através do qual um punhado de gigantes financeiros tem tudo a ganhar.

UNIÃO EUROPEIA COBRE A POLÍTICA ILEGAL DE ISRAEL

O Estado de Israel demoliu ou confiscou quase cem edifícios financiados pela União Europeia ou por Estados-membros na Palestina ocupada em 2019, no valor de quase meio de milhão de euros, segundo fontes oficiais de Bruxelas. Estes dados representam um aumento aproximado de 90% em relação a 2018. Embora as instituições europeias apresentem protestos pontuais por estas situações verifica-se que a União Europeia, oficialmente, não condenou ainda o projecto de solução final da questão palestiniana que os Estados Unidos e Israel pretendem impôr e acabam de apresentar. Desta maneira, Bruxelas acaba por apoiar, por omissão, as políticas de Washington e Telavive que violam o direito internacional e confrontam a ONU.

A ESCONDIDA “GUERRA POPULAR” CONTRA O CORONAVÍRUS

Os cientistas chineses identificaram numa semana a sequência do genoma do coronavírus detectado na China, colocaram imediatamente os dados ao dispôr da comunidade científica planetária e abriram caminho à elaboração da vacina. É um feito histórico: as instâncias científicas norte-americanas demoraram dois meses e meio a obter os conhecimentos equivalentes sobre o ébola. Entretanto, em Wuhan – região com 56 milhões de pessoas – trava-se uma “guerra popular”, em grande parte com suporte voluntário, para conter a disseminação do vírus e cuidar dos infectados. É uma realidade mal conhecida: enquanto isso, os media corporativos desdobram-se em insinuações de guerra fria sobre a “ameaça chinesa”, dando origem à multiplicação de casos de xenofobia contra cidadãos orientais.

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