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Uma homenagem aos presos políticos catalães, em especial ao ex-vice-presidente do governo autonómico e presidente da Esquerda Republicana (ERC), Oriol Junqueras, que o autor considera exemplo de honestidade, carácter e das práticas democráticas. “Com Junqueras atrás das grades o independentismo não se apaga, pelo contrário, cresce, reaviva-se e não há artigo 155 capaz de sufocá-lo”, escreve.
Publicamos uma carta aberta divulgada pelos nove dirigentes e presos políticos catalães condenados a um total de 100 anos de cadeia por pretenderem auscultar a opinião do povo da Catalunha sobre a independência do país. Através da sentença agora anunciada, escrevem, “pretende-se ignorar os milhões de pessoas que durante os últimos anos defenderam pacificamente o direito à autodeterminação e se mobilizaram a favor da independência”. Os presos políticos catalães reafirmam o apelo ao diálogo, o respeito absoluto pela democracia e a não-violência.
O Supremo Tribunal do Estado monárquico espanhol condenou a penas entre nove e 13 anos de prisão e perda dos direitos políticos, por “sedição”, nove dos 12 dirigentes independentistas catalães considerados a “cúpula” do movimento pela independência da Catalunha. Os três acusados não abrangidos pelas penas de detenção foram condenados a pesadas multas. A justiça espanhola reactivou, entretanto, o mandado de captura europeu contra o ex-presidente do governo catalão (Generalitat), Jordi Puigdemont. De Bruxelas, Puigdemont reagiu dizendo que “vamos responder com mais força do que nunca”.
Com uma perigosa administração de direita, de cariz fascista, no governo em Washington, rejeitando o direito internacional e a prática de consensos, chegou a hora de as Nações Unidas e as missões permanentes dos Estados membros mudarem para um local mais neutro.
Uma viagem ao mundo da “estratégia de comunicação” da União Europeia e respectivas emanações é uma experiência indispensável para confirmar os indícios de que os dirigentes europeus convivem cada vez mais desconfortavelmente com a liberdade de opinião. Na verdade, como ilustra essa incursão, já encaram a informação como propaganda, o contraditório como um abuso e a liberdade como um delito. Está aberto o caminho para a imposição da opinião única, em que se baseiam todas as formas de censura, desde a dos coronéis à dos “fact-checkers” contratados a peso de ouro por Bruxelas.
A operação para impor uma “solução final” do problema palestiniano dirigida pelos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita está a adquirir uma envergadura que escapa à comunicação mainstream – o que não acontece por acaso – e também às mais importantes instâncias internacionais, sobretudo à ONU.
A conspiração anual do Grupo de Bilderberg está a decorrer desde quinta-feira, 30 de Maio, até 2 de Junho em Montreux, na Suíça. Cerca de 130 convidados de 23 países reúnem-se sob a batuta fascista e evangélica cristã sionista do secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeo, e do genro do próprio presidente Trump, Jared Kushner, amigo íntimo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e coautor do ainda por divulgar “Acordo do Século” para o Médio Oriente.
A mentalidade colonial continua bem viva na Europa e nas Américas, e os velhos pretextos de proselitismo religioso transformaram-se em dogmas democráticos. E assim a União Europeia se apropria indevidamente de riquezas que não lhe pertencem não hesitando recorrer a regimes de ocupação, como são os de Marrocos e de Israel, e a mentalidades de dominação, como a norte-americana em relação à Venezuela e à América Latina em geral. Em poucos dias a União Europeia associou-se a processos de rapina das riquezas pesqueiras do território ocupado do Saara Ocidental e aos bens petrolíferos e em ouro do povo da Venezuela. Por alguma razão os regimes terroristas de Marrocos e de Israel e as práticas fascistas de Juan Guaidó são "democracias" preferidas de Bruxelas e de Lisboa, não apenas por arrastamento.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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