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Sob disfarces vários, mas sob o mesmo pretexto, os Estados Unidos travam a "guerra contra o terrorismo" em 80 países, isto é, 40% das Nações da Terra. Em combate aberto ou sob as capas de "treino" e "assistência", o corpo expedicionário norte-americano é global e imperial, ao mesmo tempo que os efectivos terroristas e o número de organizações terroristas não deixaram de crescer e alastrar desde que o combate foi declarado, a seguir aos mal explicados atentados de 11 de Setembro de 2001. A situação deixa numerosas perguntas no ar, a que os governos, a começar pelo dos Estados Unidos, e as instituições internacionais não estão interessados em responder.
A reunião do Grupo de Lima - uma emanação de Washington - realizada na segunda-feira traduziu um recuo dos conspiradores na estratégia de invasão da Venezuela. O vice-presidente de Trump, intérprete principal da conspiração, saiu de Bogotá com as mãos a abanar depois de os seus principais subordinados alegarem que não era a melhor altura de avançar para a incursão armada. A derrota que sofreram no golpe da "ajuda humanitária, no sábado, dia 23, deixou as suas marcas.
A saída dos Estados Unidos do acordo sobre armas nucleares de médio alcance (INF) não é o mero abandono de um tratado internacional. Trata-se de um novo passo norte-americano para a admissibilidade da guerra nuclear, sendo de prever igualmente a saída do tratado de mísseis estratégicos (START). A razão imediata, não assumida pelo Pentágono, é criar um cerco nuclear à China. Os planos, porém, são mais vastos, à medida do desespero e do aventureirismo de um imperialismo falido. Para isso se fabricam bombas nucleares de potências menores, para serem mesmo utilizadas. O perigo para a vida na Terra é real.
A União Europeia, com o governo português na linha da frente, colocou-se ao lado de Trump no golpe contra a Venezuela. Ao lado… para já não; os dirigentes europeus deram uma semana ao presidente legítimo, Nicolás Maduro, para convocar eleições - que aliás foram realizadas há oito meses; caso contrário reconhecem o mesmo "presidente interino" que os Estados Unidos indicaram. Um disfarce de uma semana para tentar manter aparências é uma atitude caricata que deixa a União a um nível rasteiro de subserviência a Trump. Sob ultimatos sucessivos e intervenção militar em preparação, no horizonte da Venezuela e dos povos da América Latina levantam-se terríveis ameaças contra milhões de pessoas, entre as quais a comunidade portuguesa - vítima da armadilha que lhes foi montada com a ajuda de quem manda em Lisboa.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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