O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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QUANDO O SILÊNCIO ABSOLVE O TERRORISMO

A esperança é a última a morrer, dizem. Daí que o mundo e, por inerência, os portugueses, continuem a aguardar que a União Europeia e o governo da República Portuguesa se pronunciem sobre a tentativa de invasão da Venezuela patrocinada pelo “presidente interino” que reconhecem, Juan Guaidó, e cujo “objectivo principal”, confessado contratualmente, era o de capturar, enviar para os Estados Unidos ou assassinar o presidente legítimo, Nicolás Maduro.

ASSALTO À VENEZUELA: A UNIDADE SECRETA BRITÂNICA

O governo conservador britânico de Boris Johnson criou uma Unidade Secreta” com o deputado venezuelano Juan Guaidó (autoproclamado “presidente interino”) com o objectivo de derrubar o chefe de Estado constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, para depois partilhar as riquezas do país, revela uma investigação do portal The Canary.

A GUERRA DÁ-SE BEM COM A PANDEMIA

A economia desmoronou-se. Uma pandemia que através dos Estados Unidos matou até agora (oficialmente) mais de 87 mil pessoas também já provocou cerca de 36 milhões de pedidos de seguro de desemprego e faz milhões de pessoas recorrer aos bancos alimentares pela primeira vez. Apesar disso, os negócios estão a prosperar num sector improvável: os fabricantes de armas estão mais ocupados do que nunca e multiplicam anúncios procurando dezenas de milhares de trabalhadores.

O CONTRATO ENTRE GUAIDÓ E OS SEUS MERCENÁRIOS PARA MATAR MADURO

Tomar o aeroporto de Caracas, capturar o presidente Nicolás Maduro com o objectivo de o enviar para os Estados Unidos – ou matá-lo, em alternativa – era o objectivo principal da operação terrorista de 3 de Maio contra a Venezuela, de acordo com as confissões dos mercenários – entre eles dois ex-membros das forças especiais dos Estados Unidos – capturados na ocasião. A acção está expressa como “objectivo principal” no contrato estabelecido entre o chefe fascista Juan Guaidó, auto-intitulado “presidente interino”, e a empresa de mercenários Silvercorp, da Florida, igualmente prestadora de serviços ao actual presidente dos Estados Unidos. Conheça os meandros do contrato e os métodos de gestão pretendidos por Guaidó, o “presidente” da Venezuela reconhecido por numerosos países da União Europeia, entre os quais o governo da República Portuguesa.

NÃO FOI APENAS BOLSONARO

Que o Brasil se tornou um pária mundial, já ninguém duvida. Venho escrevendo sobre este processo há anos, mas agora parece que tal avaliação, após o brilhante desempenho do governo Bolsonaro na pandemia do COVID-19, se tornou praticamente unânime. Unanimidade inteligente, acrescente-se. Mas como se deu esse processo lamentável de transformação do cisne do soft power multilateralista no patinho feio de uma total subserviência unilateralista?

AS MÃOS DE TRUMP NA INVASÃO FALHADA DA VENEZUELA

Já lhe chamam a “segunda Baía dos Porcos”, a falhada incursão militar norte-americana em Playa Girón, Cuba, em Abril de 1961. Quase 60 anos depois a cena repetiu-se, com o mesmo desfecho, agora na praia de Macuto nas costas da Venezuela soberana e independente. Mercenários com ligações comprovadas com a administração Trump e a oposição terrorista venezuelana – reconhecida como “legítima” por Portugal e outros países da União Europeia – tentaram uma agressão militar para lançar o caos no país, assassinar o presidente Nicolás Maduro e mudar o governo. Falharam e os sobreviventes são agora como um livro aberto onde as personagens são Trump, Guaidó, os suspeitos do costume.

VENEZUELA TRAVA INVASÃO DE MERCENÁRIOS

O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Néstor Reverol, revelou a neutralização pelo governo, no domingo 3 de Maio, da incursão de um grupo terrorista contra o país por via marítima, com origem na Colômbia e que, em lanchas rápidas, tentou um desembarque nas costas do Estado de La Guaira.

FASCISTAS BOLIVIANOS CHAMAM O FMI E ENTREGAM O LÍTIO

O ministro da Economia do governo golpista da Bolívia, José Luis Parada, anunciou as orientações estratégicas da política económica e social depois do derrube do governo legítimo do país: regresso do Fundo Monetário Internacional (FMI), entrega dos recursos estratégicos de lítio do Salar de Uyuni a empresas transnacionais estrangeiras e expansão latifundiária da produção agroindustrial através da utilização de transgénicos (OGM, organismos geneticamente modificados. Todas as medidas se orientam pelo favorecimento de interesses imperialistas e das oligarquias internas, desvendando as orientações a longo prazo de um governo que se diz “transitório”.

CENÁRIOS DA RELAÇÃO ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E O NARCOTRÁFICO

A Colômbia produz pelo menos 70% da cocaína que circula no mercado mundial; o Afeganistão é responsável por mais de 90% do ópio que está na base da heroína comercializada. As produções estão “nos máximos históricos”, segundo o relatório da ONU em 2018. Os Estados Unidos, através de presenças militares, controlam política e economicamente os dois países – e pelos números envolvidos no negócio mundial de estupefacientes é muito provável que não seja coincidência, tanto mais que, como está provado, dinheiro da droga tem servido para financiar operações encobertas da CIA. Entretanto, Washington projecta acções armadas contra a Venezuela, alegadamente pelo envolvimento deste país no tráfico de droga. Um pretexto falso em busca de dividendos políticos e económicos enquanto o narcotráfico prossegue sem transtornos de maior.

COVID-19, PREÇOS DO PETRÓLEO E IRRACIONALIDADE ECONÓMICA

Na segunda-feira dia 20 de Abril o petróleo atingiu pela primeira vez na História preços negativos. Nesse dia a cotação do barril de petróleo, West Texas Intermediate (WTI), nos Estados Unidos da América (EUA), fixou-se nuns espantosos 37,63 dólares negativos. No dia seguinte desceu ainda mais. Note-se que o WTI é o preço padrão para o petróleo dos EUA. Depois das taxas de juro negativas temos, agora, uma das principais mercadorias do comércio mundial a negociar com preços negativos.

VÍRUS E SANÇÕES COMO ARMAS DE GUERRA

Imaginemos que os países poriam de lado as suas diferenças para montar uma campanha internacional eficaz contra a pandemia de COVID-19. Que deixassem de se agredir para combater o vírus. Que em vez de manterem porta-aviões navegando pelo mundo, em demonstrações de força, competiriam para apurar qual deles poderia fornecer mais máscaras faciais e ventiladores. Não acham que isto seria terrível? Um sinal de uma nova e perigosa ameaça?

AS AJUDAS DE CUBA SÃO ESCONDIDAS AO MUNDO

A epidemia de COVID-19 mostra-nos o completo fracasso das políticas neoliberais em todo o mundo: a trágica situação em Itália, Espanha, França e Estados Unidos – actualmente os mais afectados – deve-se principalmente a décadas de políticas de austeridade e cortes nos serviços públicos de saúde.

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