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Os Montes Golã, ocupados por Israel à Síria, são cenário de uma guerra anunciada e que terá também o Irão no horizonte. Os Estados Unidos preparam-se para reconhecer a anexação do território por Israel, sobretudo devido à existência já comprovada de importantes reservas de petróleo que Washington e Telavive acordaram explorar em consórcio. A anexação, além de violar o direito internacional, poderá ser o detonador de nova fase da guerra contra a Síria, que os Estados Unidos e Israel desejarão estender contra o Irão e o Hezbollah libanês.
A reunião do Grupo de Lima - uma emanação de Washington - realizada na segunda-feira traduziu um recuo dos conspiradores na estratégia de invasão da Venezuela. O vice-presidente de Trump, intérprete principal da conspiração, saiu de Bogotá com as mãos a abanar depois de os seus principais subordinados alegarem que não era a melhor altura de avançar para a incursão armada. A derrota que sofreram no golpe da "ajuda humanitária, no sábado, dia 23, deixou as suas marcas.
"Ajuda humanitária" é uma forma recente de aplicar a velha estratégia de cinismo de quem explora condições difíceis para seres humanos para delas tirar proveito por interesses próprios. Entre os anos trinta do século passado, como já sublinhava Bento de Jesus Caraça, e as provocações ocorridas nestes dias nas fronteiras da Venezuela, não passou assim tanto tempo e os métodos apenas refinaram na propaganda.
Cinco anos depois do golpe de Estado "democrático" da Praça Maidan e à beira de novas eleições presidenciais, a Ucrânia chegou ao título de "país mais pobre da Europa", outorgado pelo FMI. Petro Porochenko, o presidente, prepara-se para novo mandato, se bem que as sondagens em nada lhe sejam favoráveis nem dêem favoritismo. Mas é o candidato da NATO e da União Europeia, estatuto que vale muitos milhões de votos à cabeça, ainda que Porochenko tenha contribuído para que um Estado fascista nascesse da "democracia" do golpe. A Ucrânia é o exemplo pleno das estranhas circunvoluções "democráticas" que asseguram o "nosso civilizado modo de vida".
A provocação fascista contra as instituições democráticas venezuelanas montada para o passado sábado, 23 de Fevereiro, na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, fracassou. Levada até às últimas consequências, tinha como objectivo desencadear uma agressão estrangeira contra a Venezuela. Sobrou um pretexto impossível de demonstrar – que a Guarda Nacional Bolivariana teria incendiado camiões com a famosa “ajuda” norte-americana – mas que os golpistas tentarão agora explorar “multilateralmente”.
O almirante Kurt W. Tidd, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, recomendou há três anos o seguinte para a Venezuela: "é preciso explorar ao máximo do ponto de vista político, reforçando a matriz mediática, a escassez de água, alimentos, medicamentos e de electricidade”, “ligando a crise à responsabilidade exclusiva de Maduro”; e “pedindo à comunidade internacional uma intervenção humanitária para manter a paz e salvar vidas”. Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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