O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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CONHEÇA A JUÍZA MAFIOSA QUE INSTRUIU O PROCESSO DE ASSANGE

Emma Arbuthnot é a juíza-chefe que, em Londres, instruiu o processo de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, onde o espera uma condenação a 175 anos de prisão por “espionagem”, isto é, por ter publicado, enquanto jornalista de investigação, provas dos crimes de guerra dos Estados Unidos, entre os quais vídeos de massacres de civis no Iraque e no Afeganistão. No processo, confiado à juíza Vanessa Baraitser, foram rejeitados todos os requerimentos da defesa.

HIROXIMA E NAKASAKI: OS SOCIOPATAS CONTINUAM NO COMANDO

Hiroxima e Nagasaki foram actos de assassínio em massa premeditados e que inauguraram a utilização de uma arma intrinsecamente criminosa. Foram justificados por mentiras que constituem o fundamento da propaganda de guerra dos Estados Unidos no século XXI, lançando um novo inimigo e alvo – a China.

COLONIALISMO EM MARCHA, HOJE COMO ONTEM

Portugal e a Itália estão entre os países subcontratantes do Pentágono no Mediterrâneo e em África. Se bem que o Comando Africano dos Estados Unidos (AfriCom) permaneça ainda na Alemanha, Washington delegou uma parte das missões marítimas e todas as operações terrestres na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Estónia, Noruega, Holanda, Portugal, Reino Unido, Suécia e República Checa, sob comando da França. A parte norte-americana conserva, bem entendido, o controlo das operações, designadamente por via aérea. Velhos e novos aparelhos coloniais em marcha, travestidos de “missões de paz”, actuam além-fronteiras para servirem interesses estratégicos e económicos. O exemplo de Itália.

AFINAL WASHINGTON NÃO RETIRA TROPAS DO AFEGANISTÃO

A guerra no Afeganistão foi oficialmente lançada para vingar os atentados de 11 de Setembro de 2001. No entanto, aconteceu seis meses depois de iniciado o processo de integração asiática através da criação da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), o que leva a crer que tenha sido preparada antecipadamente. Duas décadas depois confirma-se que foi a primeira de uma longa série de guerras para destruir todas as estruturas estatais do Médio Oriente (estratégia Rumsfeld/Cebrowski) e controlar a exploração de recursos naturais. Anunciada para durar apenas duas semanas, a guerra continua há mais de 19 anos. Foi planificada para se prolongar o mais possível; e, hoje em dia, personalidades ligadas ao Pentágono sabotam a retirada parcial acordada entre os Talibã e a administração Trump.

OS RUSSOS E OS CHINESES VÊM AÍ!...

Os colonialistas saem do sério quando os progressos da descolonização alteram o status quo em que se julgavam eternizados. As alterações nos contextos da Ásia Central – na perspectiva da integração euroasiática – e a nova lei de segurança de Hong Kong, por exemplo, evidenciam os efeitos descolonizadores das estratégias internacionais de potências como a Rússia e a China. Daí que a Europa, depois de olhar por cima para a Ásia como “o Extremo Oriente”, tenha agora dificuldade em aceitar-se como previsível “Extremo Ocidente” da Ásia

O TERRORISTA "BOM", A NATO E O TRÁFICO DE ÓRGÃOS

Hashim Thaci, “presidente” do Kosovo, ia a caminho de Washington encontrar-se com Trump quando, após mais de dez anos de denúncias, chegou finalmente a notícia de que foi indiciado por crimes de guerra, entre os quais assassínios étnicos e tráfico de órgãos internos das vítimas. Deu meia volta e voltou para casa, aguardando o que acontecerá agora ao processo num tribunal especial de Haia. Thaci é há mais de duas décadas um peão fiel da estratégia NATO, dos Estados Unidos e da União Europeia que destruiu a Jugoslávia, amputou e devastou a Sérvia, assassinou dezenas de milhares de civis e voltou a “balcanizar” os Balcãs. Como chefe do Exército de Libertação do Kosovo, organização terrorista “islâmica” que instaurou um Estado mafioso no Kosovo, Hashim Thaci é, por assim dizer, um terrorista “bom”, um gangster do “lado certo”, um atlantista devoto. Com ele será julgada – caso o processo tenha continuidade - toda metodologia da NATO para limpeza étnica, ocupação e “independência” ilegal do Kosovo, incluindo o bombardeamento da Jugoslávia em 1999.

CHAMAM-LHE “POLÍTICA”: O ESCÂNDALO DAS “RECOMPENSAS” É O NOVO RUSSIAGATE

O mundo da política nos Estados Unidos da América, que serve de padrão a todas as “democracias”, está abaixo de lixo. Os principais arautos da comunicação corporativa servem-se agora de “fugas anónimas” para acusar a Rússia de pagar aos Talibã para matarem soldados norte-americanos no Afeganistão – e assim conseguirem um dois em um: intervir nas eleições presidenciais impondo uma tónica militarista e armadilhar as possibilidades de paz, fazendo a vontade ao Pentágono. Montadas as “fugas” sem qualquer prova, abundam as hipóteses de se tratar de uma nova versão do fracassado “Russiagate”, que fazia de Trump um “agente de Moscovo”. A “democracia” que se vai usando em todo o mundo e a comunicação dominante que se pratica têm, sem dúvida, uns bons mestres.

A GUERRA NOS HIMALAIAS E O XADREZ MUNDIAL

Parecia saído de um thriller orientalista romântico passado nos Himalaias: soldados a lutar com pedras e barras de ferro pela calada da noite, à beira de um precipício a mais de quatro mil metros de altitude, alguns deles mergulhando para a morte num rio quase congelado e morrendo de hipotermia.

A “COMUNA DE SEATTLE” OU UMA REVOLUÇÃO COLORIDA NO CORAÇÃO DO IMPÉRIO

Combater o racismo e a brutalidade policial dentro dos horizontes estreitos das questões rácicas e da desmilitarização da polícia carece das perspectivas estratégicas que permitiriam transformar a luta num verdadeiro abalo para a sociedade capitalista. Já no rescaldo dos acontecimentos que se sucederam ao assassínio de George Floyd, emerge a “Comuna de Seattle”, prova provada de que o Partido Democrata, através dos seus braços como o movimento Black Lives Matter”, e das suas artimanhas, como a das “revoluções coloridas”, transformou o descontentamento popular genuíno num ajuste de contas entre elites imperiais em vésperas de eleições.

NATO MULTIPLICA PROVOCAÇÕES À CHINA

Em 8 de Junho o secretário-geral da aliança Estados Unidos-NATO, Jens Stoltenberg, fez um discurso na nova e espampanante sede da organização em Bruxelas. Seguiu-se uma selecção de perguntas idiotas mas, apesar da previsibilidade das declarações banais de Stoltenberg e da cumplicidade dos entrevistadores, foi dito o suficiente para se perceber que a NATO ainda está à procura de inimigos para tentar justificar a sua periclitante existência.

UMA FÁBULA DO PIPELINISTÃO PARA OS NOSSOS TEMPOS

Por muito que se especule noutros sentidos, a questão energética e as rotas de abastecimento de petróleo e gás natural continuam a talhar as coisas do mundo. E permanecem essenciais no pós-Lockdown ou o falado “novo normal”. Pelo que as guerras dos pipelines continuam activas: aí, entre destroços de vários projectos, estão no caminho do êxito pleno os que materializam a cada vez mais forte parceria estratégica entre a Rússia e a China e também os laços que, para desespero de Washington, canalizam energia russa para dois relevantes membros da NATO – Alemanha e Turquia.

ASSALTO À VENEZUELA: A UNIDADE SECRETA BRITÂNICA

O governo conservador britânico de Boris Johnson criou uma Unidade Secreta” com o deputado venezuelano Juan Guaidó (autoproclamado “presidente interino”) com o objectivo de derrubar o chefe de Estado constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, para depois partilhar as riquezas do país, revela uma investigação do portal The Canary.

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