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ESTE TEXTO FOI CENSURADO PELO FACEBOOK

2019-05-18

O texto que a seguir se publica foi censurado pelo Facebook, segundo notificação recebida pelo autor. Publicado em Maio de 2015, o artigo parece não caber nas “normas” da casa. Ignora-se se o acto censório terá sido provocado por queixas de frequentadores ou como resultado da actividade de “fact-check que a publicação portuguesa de extrema direita Observador exerce em cooperação com o Facebook, instituindo-se assim como comissão de censura e polícia do jornalismo. Reproduz-se o texto na sua versão original, apesar de já ter quatro anos, lembrando que o oligarca Kolomoisky, nele citado, é o patrono do presidente ucraniano recentemente eleito, Vladimir Zelenskiy.

José Goulão

QUANDO OS FASCISMOS SE JUNTAM...

Batalhão Dudayev… Batalhão Sheik Mansour… A menção destas designações podem conduzir-vos em pensamento para alguma das muitas guerras em curso para espalhar o caos no Médio Oriente… Síria, Líbia, quiçá Iémen…

Ou, se vos parecer demasiado óbvio, poderão esmiuçar memórias mais arcaicas relacionadas talvez com os Balcãs… eventualmente na Bósnia, ou se calhar no Kosovo.

Se raciocinou assim não acertou. Trata-se de dois batalhões actuando na Ucrânia, no Leste e Sudeste da Ucrânia, sob as bandeiras do ISIS, Daesh ou Estado Islâmico, em colaboração com os batalhões nazis e com o exército regular ucraniano, sob o chapéu protector do Comando Supremo Aliado da NATO na Europa.

Parece teoria da conspiração? Parece, mas não é; os factos são reais e estão confirmados: o ISIS combate na Ucrânia contra “o separatismo” russo e tem agenda própria, como testemunhou o cineasta polaco Marcin Marnon, em contacto local com os seus chefes: usar a Ucrânia como base para espalhar o terror na Europa. Não digam que não fomos avisados.

São pelo menos três os batalhões de mercenários do ISIS espalhando o terror na Ucrânia, enquadrados pela junta que os Estados Unidos e a União Europeia instalaram em Kiev: Batalhão Dudayev, no Donbass; Batalhão Sheik Mansour, em Mariupol; e Batalhão Crimeia, em Kramatorsk. São formados por terroristas com experiência desde a guerra separatista na Chechénia contra o exército russo até às mais recentes, na Síria e na Líbia. Marcin Marmon seguiu-lhes a pista através de um contacto em Istambul que controla o fluxo de mercenários chegados de todo o mundo, e cujo sonho é levar a jihad a todo o mundo, redistribuindo-os em seguida pelas várias frentes de acção. Ficamos pois a saber, como se já não soubéssemos, que o quartel-general de distribuição do terror funciona na Turquia, um Estado membro da NATO, de que aliás é considerado um pilar estratégico.

Na Ucrânia, o ISIS luta preferencialmente ao lado dos batalhões do Sector de Direita, organização banderista – de Stepan Bandera, o mais conhecido carniceiro ucraniano ao serviço de Hitler – que gere o aparelho militar e de segurança do Estado: Batalhões Azov, Aidar, Donbass… Por detrás destes grupos terroristas, como Marcin Marmon comprovou, está a carismática figura do oligarca Kolomoisky, representante da junta de Kiev nas regiões do leste e sudeste do país e também empregador, como administrador das suas empresas, de Hunter Biden, filho do vice-presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden.

Não é de agora a colaboração fraternal entre os terroristas chechenos arregimentados pelo ISIS e o Sector de Direita ucraniano. Isa Munaiev, comandante do Batalhão Dudayev, explica que esta missão na Ucrânia visa prestar homenagem ao “mártir” Oleksander Muzychko, militante fascista que morreu ao serviço do separatismo checheno. De acordo com a investigação do cineasta polaco, estes batalhões islamitas são constituídos essencialmente por chechenos, originários de outras zonas do Cáucaso, mas também por ucranianos, porque o fascismo pode ter muitos rostos mas só uma prática, o terrorismo.

Acontece que essa prática levanta muitas interrogações quanto aos que dela se servem. Que sentido faz a alegada guerra que Washington diz estar a fazer contra o ISIS na Síria e no Iraque? Será que o Comando Supremo Aliado da NATO na Europa, que acaba de pedir mais tropas e mais material de guerra para a Ucrânia na previsão de novo reforço da “ameaça russa”, tem conhecimento de que está a comandar o ISIS através do regime instaurado em Kiev?

Não esperemos respostas. Estes generais do Pentágono não são homens de palavras, privilegiam a acção. E olham pouco para quem os serve, porque se guiam pelo princípio sacrossanto de que os fins justificam os meios.


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