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NAZIS UCRANIANOS NOS PROTESTOS DE HONG KONG

Nazis ucranianos do Batalhão Azov e do Sector de Direita, dois pilares do actual regime de Kiev apoiado por Washington e Bruxelas, estão em Hong Kong para orientar e participar nos motins e acções terroristas que no Ocidente são conhecidos como “movimento pró-democracia”. Um dos centros de organização dessa colaboração é uma Liga Liberal Democrática em Kiev financiada pela União Europeia

UNIÃO EUROPEIA FORNECE ARMAS COM ORÇAMENTO PARALELO

Chamam-lhe “Fundo Europeu para a Paz”, mas o objectivo pretendido é o de Bruxelas fornecer armamento letal a exércitos de países africanos com um orçamento paralelo ao da União Europeia, mas sob supervisão comunitária. A ideia tem um ano e foi discutida ao nível de embaixadores no dia 27 de Novembro.

O IMPEACHMENT DE UM REGIME

O mundo está suspenso do impeachment. Parece não se passar nada mais relevante à face da Terra do que saber se o fascista Trump, presidente dos Estados Unidos da América, será substituído pelo fascista Pence até ao começo de 2021, altura em que entrará em funções a nova escolha do establishment que gere o regime norte-americano – sem qualquer dúvida alguém do partido único com duas faces. Para tudo continuar na mesma.

LONDRES E WASHINGTON COLOCAM-SE ACIMA DA LEI E DA ONU

O Reino Unido, com apoio explícito dos Estados Unidos, desafia a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Tribunal Internacional de Justiça ao recusar-se a abandonar o Arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, para reintegração na soberania das Ilhas Maurícias, da qual foi dissociado ilegalmente. Ignoram-se ainda os procedimentos que o secretário-geral da ONU irá adopar para fazer cumprir as deliberações da organização e do Tribunal.

ESCÂNDALO: FALSIFICADOS OS RELATÓRIOS DE ATAQUES QUÍMICOS

Documentação fidedigna entregue ao website WikiLeaks por um membro da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ, OPCW em inglês) confirma que esta entidade falsificou relatórios sobre supostos ataques químicos na Síria de maneira a responsabilizar o governo de Damasco pelo crime. Um desses acontecimentos falsificados esteve na origem no ataque com mísseis de cruzeiro contra território sírio realizado por Estados Unidos, França e Reino Unido em 14 de Abril de 2018.

ALGUMAS FICÇÕES DA “LUTA CONTRA O TERRORISMO”

Mesmo com o Daesh/Isis/Estado Islâmico visivelmente enfraquecido, graças à acção conjunta das tropas sírias e russas, a chamada “Coligação Antiterrorista”, patrocinada pela NATO, continua plenamente em funções, certamente no âmbito da famosa “guerra contra o terrorismo”. Uma guerra assente em muitas ficções e cujos objectivos reais não coincidem com o discurso oficial.

A ESTRANHA MORTE DO BOSS DOS CAPACETES BRANCOS

James Le Mesurier, fundador dos Capacetes Brancos, um grupo de “ajuda humanitária” ligado à al-Qaida e actuando entre os terroristas na Síria, foi encontrado morto no dia 11 de Setembro em Istambul, em circunstâncias duvidosas e confusas. Muitas interrogações se levantam em torno do falecimento deste mercenário referenciado pelas suas ligações a serviços secretos, designadamente o MI6 britânico, e grupos terroristas.

DE COMO O OCIDENTE SE ENGANOU NA SÍRIA

Tal como aconteceu com Saddam Hussein e Muammar Khaddafi, as grandes potências ocidentais traçaram o mesmo futuro a Bachar al-Assad: o desaparecimento político, ou mesmo físico. Porém, os terroristas "moderados" apoiados pelo Ocidente na guerra contra a Síria transformaram-se numa apocalíptica máquina de morte e, apesar disso, Bachar al-Assad emergiu como vencedor do conflito e tendo ao lado uma grande potência, a Rússia. Mais uma vez o Ocidente tomou os desejos por realidades, leu a narrativa dos acontecimentos ao contrário e saiu humilhado. Só que isso custou milhões de vítimas, uma crise de refugiados e deixou um país e um povo em ruínas.

GOLPE ESCONDIDO COM TUDO DE FORA

A Bolívia já tem o seu Guaidó. Aliás, uma. Chama-se Jeanine Añez e autoproclamou-se presidente da República depois de se autoproclamar presidente do Senado numa sessão sem quórum. Diz-se que tudo decorreu segundo a Constituição. Diz-se até que todo o golpe que destituiu o presidente eleito com mais de 47% dos votos, Evo Morales, foi “de acordo com a Constituição” e em nome da “democracia”. Portanto, o golpe não foi um golpe, apesar do terrorismo e dos pronunciamentos militares, porque deu os resultados que os “democratas” pretendiam: para já, entronizar uma usurpadora.

GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA NA BOLÍVIA

O presidente e o vice-presidente da Bolívia, Evo Morales e Alvaro Garcia Linera, renunciaram aos seus cargos na sequência de um golpe político, policial e militar envolvendo actos de violência e perseguição sobre sectores populares - a culminar um processo terrorista de contestação dos resultados de eleições legítimas, livres e democráticas. Em todo o desenvolvimento do processo, iniciado muito antes do acto eleitoral, estiveram sectores directamente patrocinados pela embaixada dos Estados Unidos em La Paz.

CONTEXTOS DE UM GOLPE ANUNCIADO

Década e meia de gestão presidencial de Evo Morales catapultou o PIB da Bolívia de cinco mil milhões de dólares para mais de 40 mil milhões, isto é, multiplicou-o por oito vezes. A miséria extrema desceu a pique de quase 80% da população para menos de 15 por cento. O crescimento económico anual estabilizou nos quatro por cento. O sistema político colonial transformou-se num Estado plurinacional, as mulheres e os povos indígenas conquistaram as vozes que não tiveram em 500 anos. O regime neoliberal globalista ficou fora de jogo na Bolívia, onde os recursos naturais foram postos ao serviço das populações. Há coisas que o imperialismo e a sua casa mãe, os Estados Unidos da América, não conseguem perdoar no “quintal das traseiras”. Mais cinco anos de espera, pelo menos, não podiam acontecer. Então chegou o golpe.

NATO PROTEGE O NEGÓCIO COLOSSAL DA DROGA AFEGÃ

A guerra é muito boa para os negócios e o crime organizado: a invasão do Afeganistão pela NATO elevou o comércio de ópio para valores da ordem das muitas centenas de milhares de milhões de dólares, além de ter aumentado o número de adictos de heroína nos Estados Unidos e na União Europeia.

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