O Lado Oculto é uma publicação livre e independente. As opiniões manifestadas pelos colaboradores não vinculam os membros do Colectivo Redactorial, entidade que define a linha informativa.

OS SEGREDOS DO TERROR DE WASHINGTON CONTRA O IRAQUE

Um discurso do primeiro ministro do Iraque no Parlamento, que os Estados Unidos tentaram silenciar, revelou que as manifestações das últimas semanas no país e o assassínio do general Soleimani estão interligadas e foram motivadas, em grande parte, pela assinatura de um acordo económico mutuamente vantajoso entre Bagdade e a China. Um acordo que pôs fim à chantagem norte-americana de só aceitar reconstruir infraestruturas no país recebendo metade das receitas do petróleo iraquiano. Trump exigiu ao governo que rescindisse o acordo; o primeiro-ministro rejeitou. A partir daí passou a valer tudo, incluindo assassínios e ameaças de morte, como a seguir se revela.

WASHINGTON CARREGA A EUROPA DE BOMBAS ATÓMICAS

Cálculos divulgados por associações de cientistas revelam que 100 bombas nucleares dos Estados Unidas estão instaladas na Europa. E a confirmar-se a transferência de engenhos desse tipo da Ásia Menor, na Turquia, para território europeu, presumivelmente Itália, dentro em breve haverá 150 bombas atómicas em Estados membros da União Europeia. Claro que não serão precisas tantas para liquidar o planeta e a humanidade, tornando a ameaça das alterações climáticas uma redundância. Mas os Estados Unidos e, pelos vistos, os dirigentes europeus gostam que os povos estejam reféns de estratégias de terror.

O CAPITALISMO EM GUERRA SOBRE OS ESCOMBROS DA LÍBIA

A herança caótica deixada pela agressão da NATO contra a Líbia e que se aprofunda há quase nove anos está a degenerar numa situação aterradora de guerras cruzadas, motivadas por múltiplos interesses, capaz de fazer explodir alianças político-militares, afinidades religiosas e relações institucionais - com repercussões em todo o panorama internacional. O início, no dia de Natal, da transferência de terroristas da al-Qaida da Síria para território líbio, de modo a reforçar as forças do governo de Tripoli reconhecido pela ONU e a União Europeia, é apenas um dos muitos movimentos em curso na sombra dos holofotes mediáticos. E a Turquia acaba de aprovar o envio de tropas regulares para a Líbia.

WASHINGTON DECLARA GUERRA DO GÁS CONTRA A UE

Em novo e desesperado gesto para obrigar os europeus a consumir gás natural norte-americano, a preços muito mais elevados que o importado da Rússia, os Estados Unidos decidiram impor sanções contra as empresas europeias que participam na construção do gasoduto Nord Stream 2. Prestes a ser concluída, a obra enfrenta novo e dispendioso obstáculo que distorce grosseiramente a tão enobrecida “economia de mercado”. Mas como as sanções atingem interesses alemães e a própria economia da Alemanha existe alguma expectativa em saber como irá a União Europeia reagir a mais esta agressão dos aliados do outro lado do Atlântico.

MANOBRA DE GUERRA DERROTADA NA ONU

A Rússia e a China vetaram uma proposta de resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que pretendia estabelecer mecanismos ditos de “ajuda humanitária transfronteiriça” para o interior da Síria. A comunicação mainstream aproveitou a situação para desencadear nova campanha de propaganda de guerra contra Damasco, Moscovo e Pequim. No entanto, se fosse de facto a “ajuda humanitária” que estivesse em causa neste processo aos proponentes bastar-lhes-ia fazê-la passar por Damasco, como estabelecem as normas internacionais. Não quiseram.

A NATO E A DIGNIDADE NACIONAL PERDIDA

Os exemplos sucedem-se, soltam-se do discurso oficial, passam pela comunicação social sem o menor sobressalto crítico e entranham-se na opinião pública como a mais inócua banalidade. Portugal já não governa os portugueses, o governo português delegou as decisões fulcrais sobre o destino dos portugueses em entidades, interesses e pessoas que não querem saber dos portugueses para nada a não ser como mão-de-obra barata ou membros de destacamentos armados envolvidos em policiamento colonial e guerras imperiais. A dignidade nacional esvaiu-se e chega perversamente a ser confundida com nacionalismo e populismo quando alguém ousa criticar o federalismo e a subserviência aos mecanismos imperiais.

A FESTA DA GUERRA E OS SEUS ARRUFOS

O presidente francês foi “muito, muito, muito desagradável” e “insultuoso” ao afirmar que “a NATO está em morte cerebral”, disse Donald Trump, o presidente que já qualificou a NATO como “obsoleta” e se queixa, a todo o momento, de que os aliados não pagam o que devem. Os festejos do 70º aniversário da aliança guerreira em Londres prometem.

ALGUMAS FICÇÕES DA “LUTA CONTRA O TERRORISMO”

Mesmo com o Daesh/Isis/Estado Islâmico visivelmente enfraquecido, graças à acção conjunta das tropas sírias e russas, a chamada “Coligação Antiterrorista”, patrocinada pela NATO, continua plenamente em funções, certamente no âmbito da famosa “guerra contra o terrorismo”. Uma guerra assente em muitas ficções e cujos objectivos reais não coincidem com o discurso oficial.

A ESTRANHA MORTE DO BOSS DOS CAPACETES BRANCOS

James Le Mesurier, fundador dos Capacetes Brancos, um grupo de “ajuda humanitária” ligado à al-Qaida e actuando entre os terroristas na Síria, foi encontrado morto no dia 11 de Setembro em Istambul, em circunstâncias duvidosas e confusas. Muitas interrogações se levantam em torno do falecimento deste mercenário referenciado pelas suas ligações a serviços secretos, designadamente o MI6 britânico, e grupos terroristas.

DE COMO O OCIDENTE SE ENGANOU NA SÍRIA

Tal como aconteceu com Saddam Hussein e Muammar Khaddafi, as grandes potências ocidentais traçaram o mesmo futuro a Bachar al-Assad: o desaparecimento político, ou mesmo físico. Porém, os terroristas "moderados" apoiados pelo Ocidente na guerra contra a Síria transformaram-se numa apocalíptica máquina de morte e, apesar disso, Bachar al-Assad emergiu como vencedor do conflito e tendo ao lado uma grande potência, a Rússia. Mais uma vez o Ocidente tomou os desejos por realidades, leu a narrativa dos acontecimentos ao contrário e saiu humilhado. Só que isso custou milhões de vítimas, uma crise de refugiados e deixou um país e um povo em ruínas.

RÚSSIA E TURQUIA ENTENDEM-SE SOBRE A SÍRIA

O memorando de entendimento russo-turco assinado em 22 de Outubro pelos presidentes Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan é um documento essencial para compreender a fase actual da guerra internacional contra a Síria e as perspectivas de evolução que o problema regista. Esclarecedor, tanto pelo que afirma como pelo que omite, o texto contém em si mesmo alguns importantes mecanismos de travagem dos objectivos pretendidos pela NATO, pelos Estados Unidos e outras potências suas aliadas.

TRUMP ORGANIZA PILHAGEM DO PETRÓLEO SÍRIO

O secretário norte-americano da Defesa, Mark Esper, afirmou numa conferência de imprensa que, apesar da anunciada retirada militar da Síria, tropas dos Estados Unidos ficarão estacionadas no Leste do país para “proteger” os campos de petróleo. Trump tinha dito:"talvez mais alguém queira este petróleo e, nesse caso, terá de submeter-se a um combate infernal".

Iniciar sessão

Recuperar password

goto top