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URSULA VON DER LEYEN CONFIRMADA POR UM TRIZ

Salvou-se por nove votos. A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, tornou-se presidente da Comissão Europeia mas os membros do Parlamento Europeu limitaram-se a confirmar por nove votos a escolha feita antecipadamente pelos eurocratas da União. Na realidade, o bloco federalista estilhaçou-se e garantiu à direitista alemã apenas 383 votos dos 747 membros em exercício do Parlamento, o que significa a deserção de 86 membros da maioria institucional que a designou: extrema-direita dos Conservadores e Reformistas (ECR), direita e extrema-direita do Partido Popular Europeu (PPE), neoliberais assumidos (Europa Renovada) e Socialistas & Democratas.

INDO-PACÍFICO: A FORÇA BRUTA CONTRA O DESENVOLVIMENTO

A Administração Trump tem vindo a agitar obsessivamente o conceito de “Indo-Pacífico livre e aberto”. Além de um pequeno grupo de académicos, muito poucas pessoas em todo o mundo, especialmente no Hemisfério Sul, sabem o que significa esta incipiente estratégia desde que foi divulgada pela primeira vez no fórum da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico) de 2017, no Vietname. Trata-se, no fundo, de uma resposta através da ameaça militar contra os esforços da China e da Rússia pelo desenvolvimento e a integração regional.

WASHINGTON FAZ GUERRA À SÍRIA “PARA DEFENDER ISRAEL”

Três quartos dos membros do Congresso dos Estados Unidos e dos dois partidos escreveram uma carta ao presidente revelando o que toda a gente calcula mas Washington não ousa admitir: que mantém as tropas na Síria e o projecto de desmantelamento deste país para favorecer os interesses de Israel. Elaborada com o intuito de fornecer ao presidente elementos para fazer avançar uma estratégia clara para a Síria, dir-se-á que a carta foi escrita por dirigentes e lobistas de Israel e apenas assinada e enviada pelos congressistas. De acordo com o conteúdo da missiva, a segurança de Israel parece sobrepor-se aos interesses nacionais dos Estados Unidos.

RÚSSIA, CHINA E ÍNDIA (RIC): O PESADELO DE TRUMP

Passou quase despercebida, mas a cimeira informal realizada em Osaca entre os presidentes da China, da Índia e da Rússia permitiu um acerto de posições e perspectivou a consolidação a curto prazo de trabalho conjunto que já vem de trás. Exigência para reforço da Organização Mundial de Comércio, modalidades de pagamentos internacionais, incluindo militares, feitas de maneira a contornar o dólar e outras acções internacionais conjugadas são razões de pesadelo para Trump. O RIC tem uma zona de influência que envolve praticamente metade da população mundial e abana o globalismo unilateralista.

UNIÃO EUROPEIA, 7 – MERCOSUL, 1

Bastaram alguns meses de rendição para inutilizar 20 anos de soberania. Uma União Europeia exultante moveu o espírito colonial para alcançar um "acordo comercial" em que arrasa o Mercosul, tirando proveito da falta de dignidade dos principais dirigentes deste bloco.

EUROPA SUBMETE-SE AO GÁS MAIS CARO “MADE IN USA”

Uma das batalhas energéticas mais importantes para o futuro está a ser travada no campo do gás natural liquefeito (GNL). Considerado como uma das principais soluções para problemas do meio ambiente, o GNL poderá resolver os problemas energéticos de um país ao mesmo tempo que neutraliza preocupações ambientais provocadas por outras fontes de energia. Enquanto isso, um pouco à maneira do dólar norte-americano, o GNL está a transformar-se numa ferramenta que Washington pretende utilizar contra Moscovo à custa dos aliados europeus dos Estados Unidos.

EUROPA AO LADO DE TRUMP CONTRA O IRÃO

As principais potências europeias, Alemanha, França e Reino Unido, continuam a afirmar oficialmente que estão a “tentar salvar” o acordo nuclear com o Irão mas, na verdade, já o venderam aos Estados Unidos. E quando dirigentes europeus visitam Teerão não o fazem para sublinhar a importância de o Irão continuar a respeitar o acordo mas sim para convencer este país a aceitar as exigências dos Estados Unidos e a renegociar o que ficou estabelecido em Genebra.

A ARMA DAS SANÇÕES: GUERRA, TORTURA, MORTE LENTA

Depois de se ter retirado unilateralmente do acordo nuclear com o Irão no ano passado, a Casa Branca anunciou em Abril que o seu objectivo é “levar as exportações iranianas a zero”. Para tentar que isso aconteça, Washington deixou de permitir que países como a Índia, a China, o Japão, a Turquia e a Coreia do Sul importem petróleo iraniano: os Estados Unidos ditam a países soberanos com quem podem negociar.

ISRAEL ACONSELHA PALESTINIANOS “A RENDER-SE”

Os palestinianos deverão "render-se a Israel", aconselha o embaixador de Netanyahu nas Nações Unidas. É a melhor e única solução, pelo que deverão abraçá-la e esperar pelo melhor.

FRANÇA NÃO QUER A NATO EM GUERRA COM O IRÃO

A França não quer que a NATO seja envolvida numa guerra norte-americana contra o Irão. Mas a missão da aliança no Iraque subiu de nível exactamente para isso...

O MUNDO EM REALIDADE PARALELA

A elite governante mundial, em aliança com o aparelho comunicacional global que trata da sua propaganda, querem forçar-nos a viver numa realidade paralela, aquela em que a versão ficcional e oficial dos factos se transforma em verdade única, indiscutível, sendo a discordância anatemizada como fake news.

DE COMO A CIA FABRICA A GUERRA CONTRA O IRÃO

No Centro de Operações da CIA para o Irão, um grupo fanático pela guerra conduz a estratégia de mudança de regime sob o comando de um perito em tortura e assassínios com drones.

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