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NATO: MATAR É O MAIOR NEGÓCIO

Outro ângulo de abordagem da recente Cimeira da NATO: o do negócio. A NATO transformou a matança na normalidade vigente e fez disso o grande negócio que torna monstruosos os lucros do complexo militar e industrial que gere os Estados Unidos e comanda o império. E sendo essa matança “o maior negócio do Ocidente”, como escreve o analista geopolítico Peter Koenig, todos os argumentos são necessários para justificar a existência de uma aliança que, em boa verdade, não tem razões para existir – além de ser antidemocrática. Por isso, os “inimigos” são inventados para que o chorudo negócio da morte não morra.

A MÃO COLONIAL NOS DISTÚRBIOS IRAQUIANOS

As reivindicações dos manifestantes que tomam as ruas de Bagdade e outras cidades iraquianas são justíssimas num país deixado no caos económico pelos invasores e ocupantes. Já os interesses que os manipulam e os incitam à violência e à desestabilização total são os mesmos que querem montar uma espécie de “Primavera árabe”, desta feita para transformar o Iraque em mais uma frente da guerra dos Estados Unidos contra o Irão.

MÍSSEIS RUSSOS NA TURQUIA ABALAM XADREZ ESTRATÉGICO

Em 12 de Julho a Rússia entregou à Turquia o primeiro carregamento de mísseis antiaéreos S-400, de acordo com o Ministério da Defesa de Ancara. Estão previstas mais duas entregas até final do Verão, sendo a última, segundo a mesma fonte, de “mais 120 mísseis antiaéreos de vários tipos” e que viajarão por via marítima. A concretização do negócio entre Moscovo e o país que possui as maiores forças convencionais da NATO, a seguir aos Estados Unidos, tem um potencial desestabilizador para as relações de forças existentes entre as grandes potências mundiais.

RÚSSIA, CHINA E ÍNDIA (RIC): O PESADELO DE TRUMP

Passou quase despercebida, mas a cimeira informal realizada em Osaca entre os presidentes da China, da Índia e da Rússia permitiu um acerto de posições e perspectivou a consolidação a curto prazo de trabalho conjunto que já vem de trás. Exigência para reforço da Organização Mundial de Comércio, modalidades de pagamentos internacionais, incluindo militares, feitas de maneira a contornar o dólar e outras acções internacionais conjugadas são razões de pesadelo para Trump. O RIC tem uma zona de influência que envolve praticamente metade da população mundial e abana o globalismo unilateralista.

TURQUIA ALTERA JOGO DE FORÇAS NO MÉDIO ORIENTE

A Turquia está em rotura com os Estados Unidos e a NATO e parece em vias de criar uma aliança militar com o Irão e o Qatar.

RÚSSIA, ÍNDIA E CHINA: FORMATO RIC GANHA FORÇA

O formato RIC - Rússia, Índia e China - ganha uma força e um espaço próprio no cenário mundial global de que foi exemplo a cimeira realizada em Buenos Aires

RÚSSIA MONTA SISTEMA DE EXCLUSÃO AÉREA SOBRE A SÍRIA

A Rússia já respondeu ao derrube de um avião de observação em missão sobre território sírio resultante de um ataque aéreo israelita; e a forma como o fez altera profundamente os dados da agressão internacional contra a Síria. O reforço da defesa antiaérea síria, através da entrega de sistemas S-300, e sobretudo a instalação de instrumentos avançados de detecção e interferência electrónica equivalem à criação de uma zona de exclusão aérea sobre o país. A partir de agora, Estados Unidos, França, Reino Unido e Israel terão de medir melhor as consequências antes de se aventurarem nas conhecidas "acções punitivas".

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