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O FASCISMO MASSACRA NA BOLÍVIA

Uma operação repressiva efectuada por uma força combinada de polícia e forças armadas provocou pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos entre os trabalhadores rurais bolivianos que pretendiam alcançar a cidade de Cochabamba, como etapa de uma marcha até La Paz para manifestarem solidariedade com o presidente deposto, Evo Morales.

GOLPE ESCONDIDO COM TUDO DE FORA

A Bolívia já tem o seu Guaidó. Aliás, uma. Chama-se Jeanine Añez e autoproclamou-se presidente da República depois de se autoproclamar presidente do Senado numa sessão sem quórum. Diz-se que tudo decorreu segundo a Constituição. Diz-se até que todo o golpe que destituiu o presidente eleito com mais de 47% dos votos, Evo Morales, foi “de acordo com a Constituição” e em nome da “democracia”. Portanto, o golpe não foi um golpe, apesar do terrorismo e dos pronunciamentos militares, porque deu os resultados que os “democratas” pretendiam: para já, entronizar uma usurpadora.

GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA NA BOLÍVIA

O presidente e o vice-presidente da Bolívia, Evo Morales e Alvaro Garcia Linera, renunciaram aos seus cargos na sequência de um golpe político, policial e militar envolvendo actos de violência e perseguição sobre sectores populares - a culminar um processo terrorista de contestação dos resultados de eleições legítimas, livres e democráticas. Em todo o desenvolvimento do processo, iniciado muito antes do acto eleitoral, estiveram sectores directamente patrocinados pela embaixada dos Estados Unidos em La Paz.

BOLIVIANOS ESCOLHEM ENTRE A DIGNIDADE E O PASSADO

Crescimento económico de 5% ao ano, 700 mil novos empregos, aumento galopante do consumo e cortes drásticos na pobreza e miséria, inflação mínima, além do reconhecimento de direitos aos povos indígenas: em 13 anos, as presidências de Evo Morales conseguiram o que a Bolívia não teve em 500 anos. Agora é hora do povo escolher entre o reforço dessa nova dignidade e o regresso a um passado de trevas.

A SÍRIA ENTRE O MARTELO OTOMANO E A BIGORNA ISRAELITA

A Síria, numa situação desconfortável e vulnerável, está a ser prensada entre o martelo otomano, a norte, e a bigorna israelita, a sul. Ambos os sectores são hostis, expansionistas e ocupam território sírio. Por vezes, quando se menciona uma “zona segura” ao longo da fronteira sírio-turca vem à mente a situação que se vive na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Em ambos os casos invocam-se razões de “segurança”: há um Estado colocado sob ameaça a pretexto da “segurança” do Estado vizinho.

ARGENTINA, UM SOPRO DE ESPERANÇA

Nas eleições primárias presidenciais realizadas domingo na Argentina a candidatura de Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner, repectivamente a presidente e vice-presidente, obteve um claro triunfo. Com uma votação de 47,65%, bateu a dupla em funções formada pelo presidente Macri e pelo vice-presidente Pichetto por mais de 15 pontos percentuais, ou mais de quatro milhões de votos. O neoliberalismo sofreu uma importante derrota.

UNIÃO EUROPEIA, 7 – MERCOSUL, 1

Bastaram alguns meses de rendição para inutilizar 20 anos de soberania. Uma União Europeia exultante moveu o espírito colonial para alcançar um "acordo comercial" em que arrasa o Mercosul, tirando proveito da falta de dignidade dos principais dirigentes deste bloco.

AMNISTIA INTERNACIONAL AFINADA COM O IMPÉRIO

A Amnistia internacional é juiz na Venezuela ouvindo apenas o lado da extrema-direita. Problema: o seu conceito de "direitos humanos" coincide com o dos agressores norte-americanos

CHINA E CUBA EXPLORAM PETRÓLEO NAS ÁGUAS DA ILHA

A empresa estatal de petróleo de Cuba e uma empresa chinesa vão explorar importantes recursos petrolíferos descobertos em águas offshore da ilha. Novos dados estão lançados

ASSANGE FOI TROCADO POR EMPRÉSTIMOS DO FMI

A entrega de Assange ficou decidida há dois anos, quando o presidente do Equador, Lenin Moreno, o trocou por 10 mil milhões de dólares de um empréstimo do FMI.

AS MIGRAÇÕES COMO TRÁFICO DE MÃO-DE-OBRA BARATA

Migrações são um caudal humano, gerido por traficantes, das regiões pobres e agredidas da Terra para zonas ricas e agressoras. Sob a leis férreas e cruéis do capitalismo e do "mercado"

OEA NÃO APOIA GOLPE NA VENEZUELA

O golpe na Venezuela teve o seu primeiro grande tropeção diplomático: não existiu a maioria necessária entre os 34 membros da OEA para apoiar a proclamação de Juan Guaidó como "presidente interino" da Venezuela. Apesar das pressões de Trump, feitas directamente pelo ex-patrão da CIA, Michael Pompeo, os 16 Estados apoiantes do golpe não chegaram sequer para formar metade da Organização dos Estados Americanos, quanto mais os 23 necessários regimentalmente. Entre os grandes derrotados estão, além de Pompeo, Luís Almagro, o próprio secretário-geral da OEA, e os chefes dos regimes da Argentina e do Brasil. Fora da OEA, o ministro português dos Negócios Estrangeiros assumiu uma benigna posição favorável ao golpe, contra os interesses da comunidade portuguesa na Venezuela.

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