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OS ROUBOS DA FINA-FLOR ROTSCHILD E GOLDMAN SACHS

Lloyd Blankfein, patrão do Goldman Sachs, diz que faz "o trabalho de Deus na Terra". E diz-se que o seu banco "governa o mundo". Duas frases que explicam tudo

2019-01-04

Alfredo Jalife-Rahme, La Jornada (México)/O lado Oculto

Desapareceram mil milhões de dólares do Fundo Soberano da Malásia; um erro dos bancos Goldman Sachs e Rotschild. Se fossem pequenos bancos, os seus dirigentes estariam presos. Mas estes são presenças habituais em situações deste tipo e limitam-se a apresentar as suas desculpas.

Foram detectadas transacções irregulares da ordem dos cinco mil milhões de dólares e uma rede de lavagem de dinheiro em dez países implicando bancos de investimento supostamente acima de qualquer suspeita como Goldman Sachs e Rotschild, tudo no âmbito de uma operação fraudulenta contra o 1MDB, o Fundo Soberano da Malásia. A situação abalou o mundo financeiro dos Estados Unidos a Singapura, passando pela Suíça.
Os fundos abutre sobre os quais reina o cidadão israelita e norte-americano Paul Singer, que destroçaram a Argentina, interessam-se agora pelo México, que ingenuamente tem em seu poder títulos Texcoco fornecidos pela dupla apátrida Videgaray/Peña.
O site Bloomberg faz uma retrospectiva do caso do 1MDB da Malásia, o escândalo que abalou o mundo da finança.
Diz-se que o banco Rotschild AG rompeu gravemente com as regras sobre branqueamento de capitais através das suas práticas corruptoras na Malásia e que armadilharam a situação de credores do mundo inteiro.
Estranhamente, o regulador financeiro suíço Finma, que ainda não revelou à opinião pública mexicana a lista dos autores de fraudes em grande escala no México neoliberal, desbravadas através das investigações HSBC Papers, Panama Papers e Bahamas Leaks, nada informa sobre a significativa relação comercial entre o banco Rotschild e um certo cliente “que não podemos identificar” envolvendo branqueamento de capitais.

Quem será o cliente secreto?

Pergunta idiota: quem poderá ser o cliente secreto? George Soros, o filantropo e parceiro dos banqueiros Rotschild? Será que Soros pratica lavagem de dinheiro, sendo que uma das suas marionetas literárias, o escritor peruano Mario Vargas Llosa, foi desmascarado nos pestilentos Panama Papers? Mário Vargas Llosa, com os seus dois aliados narco-literários no México, defendeu ferozmente a Universidade da Europa Central fundada por Soros na Hungria, à qual ele próprio leva a peste.
Extremamente corrupto, Vargas Llosa, dedica-se a atacar o populismo do governo húngaro, mas francamente aposto que desconhece o significado da palavra.
Segundo Tom Wright, do Wall Street Journal, a Malásia accionou a justiça contra o Goldman Sachs por desvio de fundos no valor de 2700 milhões de dólares, retirados do fundo de investimento 1MDB.
O FBI juntou-se à investigação criminal multinacional desencadeada por Hong-Kong, Singapura, Luxemburgo, Emirados Árabes Unidos, Seychelles e Austrália que levou à prisão do ex-primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, que por qua vez esteve na base do regresso triunfal do ex-primeiro-ministro Mahathir Mohamad, bem conhecido inimigo deste mega-especulador.
O fundo soberano de Abu Dhabi, International Petroleum Investment Company, apresentou também uma queixa contra o Goldman Sachs, esta junto dos tribunais de Nova York.
Além disso, o cidadão israelo-argentino Martin Werner Wainsfeld, responsável pelo Fobaproa, a maior operação fraudulenta contra o México, foi o director assistente das telecomunicações no consulado do presidente mexicano Ernesto Zedillo, um parceiro do Goldman Sachs, para depois se tornar proprietário do banco Mifel.
Quanto podem ter desviado do Fobaproa as três entidades Goldman Sachs, Zedillo e Werner?
As burlas escandalosas praticadas pelo Goldman Sachs não são novidade e foram resumidas por Matt Taibbi em “Vampire Squid”. Sem qualquer surpresa, a versão original de Taibbi na revista Rolling Stone foi censurada. Há muito tempo que os monstros e as monstruosidades cometidas por Goldman deixaram, porém, de poder ser dissimuladas, desde a época do “efeito tequilha”, quando as manobras envolvendo o Faboproa provocaram o esquartejamento deliberado da banca mexicana.
Não podemos surpreender-nos com o facto desta enésima combinação de fraude e lavagem de dinheiro praticada pelo Goldman Sachs ter irrompido bruscamente à luz do dia, uma vez que se trata de um conglomerado de banqueiros israelo-norte-americanos cuja influência é enorme, a pontos de os presidentes democratas e republicanos se sucederem sem que este lendário banco fraudulento com funções de lavandaria se veja afastado do poder: é o caso de Steven Mnuchin, ex-patrão israelo-norte-americano e agora secretário do Tesouro da administração Trump.

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