O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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GRUPO ASSOCIADO À TORTURA “PROTEGE” UNIÃO EUROPEIA

Guardas embuçados do grupo transnacional de segurança G4S podem ser vistos de novo desempenhando funções junto à entrada do Parlamento Europeu em Bruxelas cerca de dez anos depois de a empresa ter sido afastada devido ao seu longo historial de violações de direitos humanos, incluindo tortura. A G4S presta igualmente serviços à Comissão Europeia tanto na capital belga como em representações através do mundo.

CIMEIRA DE ESPIÕES ENTRE ISRAEL E QATAR

O primeiro-ministro israelita em funções enviou discretamente o chefe do Mossad para se encontrar com o seu homólogo do Qatar, em Doha.

ACORDO DO AFEGANISTÃO É A DERROTA DA NATO

Consta dos anais diplomáticos dos finais dos anos sessenta do século passado que os Estados Unidos reconheceram a sua derrota militar no Vietname a partir do momento em que cederam perante as partes vietnamitas na discussão sobre o formato da mesa de conversações em Paris – que, na prática, reconheceu o Governo Revolucionário Provisório do Vietname do Sul. Cinquenta anos depois, a assinatura de um acordo com os Talibã em Doha, no Qatar, é a confissão da derrota norte-americana na sua mais longa guerra, a do Afeganistão. Uma derrota que não é apenas dos Estados Unidos mas também da NATO – logo dos próprios governos que integram a aliança.

PROPAGANDA BRITÂNICA ENCENA A GUERRA DA SÍRIA

A informação supostamente com origem na “oposição da Síria” divulgada pela comunicação social corporativa a propósito da guerra contra este país é gerada por um tentacular sistema de propaganda montado pelo governo britânico em conjunto com empresas privadas pertencentes a ex-oficiais das forças armadas e dos serviços secretos de Londres. As provas constam de documentos oficiais resultantes de fugas de informação recentes.

O ENIGMÁTICO “ACORDO DE PAZ” NO AFEGANISTÃO

Quase duas décadas depois da invasão e ocupação do Afeganistão a seguir ao 11 de Setembro e após uma guerra interminável que custou mais de mais de dois biliões (milhões de milhões) de dólares é difícil não haver nada de "histórico" num possível acordo de paz entre os Estados Unidos e os Talibã na cidade de Doha, no Qatar.

AS AMBIÇÕES DA ALEMANHA NO MÉDIO ORIENTE

Setenta e cinco anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha pretende voltar a ser uma potência na cena internacional. Escolheu o Médio Oriente para fazer esse regresso. Mas é difícil e perigoso elevar-se a este nível sem qualquer outra experiência que não seja a histórica.

OS SEGREDOS DO TERROR DE WASHINGTON CONTRA O IRAQUE

Um discurso do primeiro ministro do Iraque no Parlamento, que os Estados Unidos tentaram silenciar, revelou que as manifestações das últimas semanas no país e o assassínio do general Soleimani estão interligadas e foram motivadas, em grande parte, pela assinatura de um acordo económico mutuamente vantajoso entre Bagdade e a China. Um acordo que pôs fim à chantagem norte-americana de só aceitar reconstruir infraestruturas no país recebendo metade das receitas do petróleo iraquiano. Trump exigiu ao governo que rescindisse o acordo; o primeiro-ministro rejeitou. A partir daí passou a valer tudo, incluindo assassínios e ameaças de morte, como a seguir se revela.

ACTO DE GUERRA DE WASHINGTON CONTRA TRÊS ESTADOS SOBERANOS

O acto de guerra cometido em 3 de Janeiro pelos Estados Unidos contra o Iraque, o Irão e o Líbano ao atacarem o aeroporto internacional de Bagdad e assassinarem altos dirigentes iraquianos, iranianos e libaneses aumenta dramaticamente o nível de instabilidade em todo o Médio Oriente e multiplicará o número de incidentes militares através da região. Os assassínios encomendados pessoalmente pelo presidente Trump, na sequência da reunião de Lisboa entre Michael Pompeo e Benjamin Netanyahu, têm ainda uma relevante particularidade: representam uma espécie de ajuste de contas com operacionais e organizações que foram fulcrais no combate a organizações terroristas como o Isis ou Estado Islâmico e a al-Qaida.

ESCÂNDALO: FALSIFICADOS OS RELATÓRIOS DE ATAQUES QUÍMICOS

Documentação fidedigna entregue ao website WikiLeaks por um membro da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ, OPCW em inglês) confirma que esta entidade falsificou relatórios sobre supostos ataques químicos na Síria de maneira a responsabilizar o governo de Damasco pelo crime. Um desses acontecimentos falsificados esteve na origem no ataque com mísseis de cruzeiro contra território sírio realizado por Estados Unidos, França e Reino Unido em 14 de Abril de 2018.

ALGUMAS FICÇÕES DA “LUTA CONTRA O TERRORISMO”

Mesmo com o Daesh/Isis/Estado Islâmico visivelmente enfraquecido, graças à acção conjunta das tropas sírias e russas, a chamada “Coligação Antiterrorista”, patrocinada pela NATO, continua plenamente em funções, certamente no âmbito da famosa “guerra contra o terrorismo”. Uma guerra assente em muitas ficções e cujos objectivos reais não coincidem com o discurso oficial.

DE COMO O OCIDENTE SE ENGANOU NA SÍRIA

Tal como aconteceu com Saddam Hussein e Muammar Khaddafi, as grandes potências ocidentais traçaram o mesmo futuro a Bachar al-Assad: o desaparecimento político, ou mesmo físico. Porém, os terroristas "moderados" apoiados pelo Ocidente na guerra contra a Síria transformaram-se numa apocalíptica máquina de morte e, apesar disso, Bachar al-Assad emergiu como vencedor do conflito e tendo ao lado uma grande potência, a Rússia. Mais uma vez o Ocidente tomou os desejos por realidades, leu a narrativa dos acontecimentos ao contrário e saiu humilhado. Só que isso custou milhões de vítimas, uma crise de refugiados e deixou um país e um povo em ruínas.

LÍBANO: CHAVES DA CRISE E OS SUSPEITOS DO COSTUME

Há mais de uma semana que o Líbano é cenário de gigantescas manifestações de protesto e de motins provocados por grupos isolados que agem sob comando directo. É quase impossível circular, todas as estradas estão cortadas. O movimento estendeu-se rapidamente de Beirute ao resto do país. Presente na capital libanesa, o jornalista Thierry Meyssan apurou que não se trata de movimentações desencadeadas de forma espontânea. Considera que o grupo iniciador dos motins não aceita, de maneira nenhuma, a mudança do paradigma existente – tutelado por potências coloniais ocidentais, Israel e a Arábia Saudita. Quanto aos cidadãos libaneses propriamente ditos, tentam revoltar-se contra um sistema constitucional confessional que degradou a sociedade, alimenta crises sucessivas e de que estão prisioneiros.

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