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ECONOMIA DE GUERRA AVANÇA NA EUROPA

Enquanto nas economias da União Europeia os investimentos públicos estão praticamente estagnados, não deixam de progredir, por outro lado, os investimentos no circo da guerra. Por ironia, algumas das regiões mais pobres da Europa e flageladas por colossais índices de desemprego jovem são aquelas onde se concentram grandes instalações da NATO, transformando a guerra na única “indústria” de emprego “seguro”. Aqui fica o exemplo de Itália.

A CONSPIRAÇÃO PARA MINAR O PAPADO DE FRANCISCO

No momento em que o cardeal argentino Jorge Bergoglio foi eleito como o primeiro pontífice católico romano jesuíta da história papal, longas facas políticas visando o Papa Francisco I emergiram das sombras do Vaticano. Desde o início do papado, Francisco viu-se obrigado a lidar com o seu antecessor direitista, o papa Bento XVI – uma situação rara nos anais pontifícios – que insistiu em continuar a morar num apartamento situado no território do Vaticano. Bento não se limita a gozar uma reforma tranquila: conspira contra Francisco envolvendo pessoas e entidades influentes no Vaticano, em Itália, nos Estados Unidos e em outros países.

COMO A NATO APOIA A TURQUIA CONTRA A SÍRIA

Muitos membros da NATO derramam todas as lágrimas que conseguem com a sorte dos curdos no nordeste da Síria, escondendo deste modo que validaram previamente a operação turca designada “Fonte de paz”. Para dissipar as dúvidas, o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, deslocou-se pessoalmente a Ancara três dias depois do início dos combates para levar o apoio da organização à Turquia.

POMPEO, OS F-35 E A CAÇA AOS INFIÉIS

A venda de caças F-35 esteve na ementa da viagem a Itália do secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeo, ainda que o assunto não conste da lista oficial. O mesmo aconteceu com a deslocação ao Vaticano: não teve nada a ver com questões teológicas, mas sim com a tentativa de mobilizar a Santa Sé contra a China, Cuba, o Irão e a Síria.

A MEMÓRIA APAGADA DO NASCIMENTO DA CHINA POPULAR

A China Popular não representa qualquer ameaça militar para o resto do mundo: não se considera a si mesma como uma potência conquistadora, mas perseverante. É neste sentido que devem ser entendidas as cerimónias do seu 70º aniversário. A China levantou-se politicamente e economicamente da agressão de que foi vítima no século XIX, mas a sua cultura não manifesta qualquer vontade de ajuste de contas com os outros.

QUE HISTÓRIA ESTUDAM OS JOVENS DE HONG KONG ?

Os jovens manifestantes de Hong Kong adoptaram declaradamente a cultura britânica depois da reintegração do território na China como região especial. Ignoram o seu país e o que devem à China Popular. Para os seus avós e os avós dos seus avós, Londres não trouxe mais do que miséria e desolação, provocando a derrocada do Império do Meio.

EUROPEUS DIZEM A BRUXELAS: NEM MOSCOVO… NEM WASHINGTON

A esmagadora maioria dos cidadãos europeus defende a neutralidade da União Europeia no caso de deflagrarem conflitos armados entre os Estados Unidos e a Rússia ou a China. Esta não é a única matéria em que existe dissonância absoluta entre as políticas de Bruxelas e a vontade dos cidadãos, mas revela até que ponto as instâncias não-eleitas da União Europeia estão distantes da opinião dos cidadãos e, por consequência, do respeito pela democracia.

NOVO GOVERNO EM ROMA: UM RASTO DE BATOTA POLÍTICA

Em Itália mais do mesmo, ainda que sem a chancela mussoliniana do partido de Salvini neste segundo governo Conte. À cabeça avultam, no entanto, a falsidade política e a demagogia populista: tanto o Partido Democrático como, sobretudo, o Movimento Cinco Estrelas subscreveram posições contra as armas nucleares e colocam-se agora à mercê, uma vez no governo, da estratégia nuclear agressiva dos Estados Unidos e da NATO.

“BOMBEIROS” POR UM DIA, INCENDIÁRIOS POR ROTINA

Os senhores do mundo, reunidos em formato G7, assumiram dramaticamente uma até agora desconhecida vocação de “bombeiros” perante a catástrofe da Amazónia. Sentindo os holofotes mediáticos bem focados sobre as suas pessoas, os senhores e senhoras mais conhecidos pelos métodos de procurar a paz e a democracia através da guerra prometeram disponibilizar mundos e fundos para travar a catástrofe. Acabada a cimeira, voltaram ao mesmo de sempre, isto é, a gerir o regime e a sociedade globalista onde avultam – como donos dos interesses que interessam – os verdadeiros incendiários da Amazónia e de todo o planeta. E os incêndios continuam.

DE BRAÇOS BEM FECHADOS

Os pouco mais de cem refugiados que penavam à deriva no Mediterrâneo a bordo do barco “Open Arms” desembarcaram, finalmente, em Lampedusa, Itália. Cem refugiados, cem vidas salvas à condição, mas uma parcela ínfima de um drama que persiste mesmo quando a comunicação social domesticada não dá por ele. A embarcação, porém, foi apresada: parece que salvar vidas é crime.

NATO CONFESSA “SEGREDO” NUCLEAR POR ENGANO

É um velho segredo de polichinelo. Mas é também uma das mais fantasiosas negações da Aliança Atlântica: bombas nucleares estão armazenadas, violando o direito internacional, em Itália, na Alemanha, na Bélgica, na Holanda e na Turquia. Por engano, um membro da Assembleia Parlamentar da NATO escreveu-o num relatório - imediatamente retirado.

NATO CONTINUA A MATAR NOS BALCÃS

A guerra contra a Jugoslávia terminou há 20 anos. Entretanto, a NATO instalou-se nas fronteiras da Sérvia, confiante na sua vitória, e o governo alemão proporcionou condições e um apoio financeiro para a construção de uma segunda versão do UCK, o grupo terrorista islâmico Exército de Libertação do Kosovo. Além disso, os rastos deixados pela Aliança Atlântica na sua “intervenção humanitária” continuam a matar.

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