O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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NATO ESTRUTURA "QUARTA BATALHA DO ATLÂNTICO"

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse um dia que a NATO está em morte cerebral, mas isso não é verdade. A aliança continua a crescer, inundando de pesadelos o imaginário dos povos. Agora instalou um novo comando naval em Norfolk, na Virgínia, Estados Unidos, certamente para garantir que os bons tenham cada vez mais meios de combate quando os maus decidirem de uma vez invadir e destruir a Europa Ocidental. E será que os Parlamentos dos países membros da aliança foram ouvidos em mais uma decisão que os subordina à cadeia de comando do Pentágono? Desta maneira se vai construindo a “paz mundial” de que tanto falam os discursos dos dirigentes da globalização.

GÁS DO MEDITERRÂNEO ORIENTAL ENVENENA A NATO

Há aspectos em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte ou NATO é uma aliança militar apenas na designação. O conflito de intensidade crescente que tem vindo a desenvolver-se nas águas do Mediterrâneo Oriental devido aos recursos energéticos entretanto descobertos e à indeterminação de várias Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) revela que a união militar entre diferentes países ocidentais pode vacilar perante circunstâncias deste tipo.

NATO OCUPA O BÁLTICO PARA INTIMIDAR A RÚSSIA

Sejam quais forem os governos que estejam em funções, o projecto anti-russo da NATO avança inexoravelmente. Parece que ninguém controla o assunto e que a Aliança assume uma vida própria sobrepondo-se aos executivos dos Estados membros. A colocação de um dispositivo nuclear nos países bálticos, acompanhada por uma sucessão de jogos de guerra sem interrupção na mesma região, é um novo passo na criação de um clima de tensão cada vez mais próximo do conflito aberto. Tensão acompanhada por despesas militares em progressão constante, em prejuízo dos investimentos sociais nos países aliados. E aumentando exponencialmente o tráfego aéreo militar, enquanto a actividade da aviação civil é restringida por causa do COVID.

QUANDO OS TRATADOS SE ASSINAM PARA SEREM VIOLADOS

É suposto que a assinatura dos tratados internacionais implica o respectivo cumprimento. Nisso assenta – ou melhor, deveria assentar – uma ordem internacional na qual cada Estado respeita os compromissos assumidos perante os outros e as instâncias internacionais. Não é assim, porém, que as coisas funcionam: a Itália, por exemplo, assinou o Tratado de Não-Proliferação de armas Nucleares e possui armas nucleares no seu território, o que viola o compromisso assumido. Na verdade, trata-se de uma certa forma displicente de olhar a legalidade internacional muito corrente entre Estados membros de instituições como a NATO e a União Europeia. Sendo o caso de Itália, como muito bem sabemos, não a excepção mas sim a regra.

OS MILHÕES DE BRUXELAS NÃO SÃO PARA AS PESSOAS

“Histórico”! O adjectivo ainda hoje ecoa para saudar o acordo entre os membros da União Europeia e que supostamente faz chover sobre as nossas cabeças os milhões que irão aliviar-nos dos males económicos da COVID-19. Este é o conto de fadas. A realidade, por isso, nada tem a ver com ele. Chegam milhões a “fundo perdido” e por empréstimo que vão custar caro aos contribuintes, não poderão ser aplicados onde verdadeiramente fazem falta aos cidadãos – na saúde e outras vertentes sociais – e que ainda aliviam os países ricos, ditos “frugais”, de boa parte dos encargos com o orçamento europeu. Este é o preço da “unidade”: austeridade, financiamento de empresas privadas em sectores que não estão directamente ligados ao emprego e outros interesses sociais, novas amarras financeiras sem dividendos económicos onde são mais necessários, encargos aumentados com o orçamento da União. Por isso os mercados financeiros não cabem em si de contentes; enquanto as pessoas terão mais do mesmo porque a “recuperação” não é para elas.

A GUERRA FORMATADA COMO “MISSÃO DE PAZ” E “AMIGA DO AMBIENTE”

Além de subordinar as forças armadas dos “aliados” ao seu comando por via da NATO, o Pentágono tem vindo a conceber também a integração de corpos militares desses países na sua própria estrutura, retirando-lhes, deste modo, qualquer autonomia que ainda pudessem ter. Isso acontece, sobretudo, na perspectiva da utilização de forças especiais em guerras de agressão. As manobras têm decorrido de forma dissimulada, fora do controlo da opinião pública, como aconteceu agora com a inserção do Comando das Forças Especiais italianas (Comfose) na estrutura do Pentágono em Camp Darby, entre Pisa e Livorno. Um processo apresentado sob as chancelas de “missões de paz” e, como não poderia deixar de ser, de “amigo do ambiente” – isto é, “Quartéis Verdes” assentes sobre milhões de cargas explosivas.

PRÉ-HISTÓRIA DA COVID-19 NOS ESGOTOS DE BARCELONA

Cientistas da Universidade de Barcelona detectaram genomas do novo coronavírus SARS-CoV-2 nos esgotos da cidade no dia 12 de Março de 2019, isto é, nove meses e meio antes da declaração das autoridades chinesas da cidade de Wuhan e praticamente um ano antes de ter sido anunciado, em 25 de Fevereiro de 2020, o primeiro caso de COVID-19 “importado” na capital catalã. Mais uma demonstração de que a narrativa oficial do “vírus de Wuhan” pode ser cómoda para evitar uma investigação profunda das reais origens do fenómeno, conveniente do ponto de vista geopolítico, oportuna para as operações de propaganda em multiplicação mas está longe de caber nas realidades que vão sendo conhecidas.

A NATO ASSUME A SUA AMBIÇÃO IMPERIAL

O processo de alargamento da NATO à zona Indo-Pacífico já começou. Foi criado oficialmente um grupo de trabalho para o efeito, não para reflectir a estratégia considerada mais adequada contra a China mas para a tornar pública e a justificar a posteriori, uma vez o trabalho concluído. Não existe qualquer diferença em relação ao período colonial, uma vez que se trata de conter a China, isto é, impedir o seu desenvolvimento. Tudo isto no âmbito imperial da Grande NATO Mundial no horizonte de 2030 – agregando Austrália, Nova Zelândia, Japão e outros países asiáticos.

FACEBOOK MODERNIZA AS GRILHETAS COLONIAIS EM ÁFRICA

O Facebook, que tem uma aliança operacional com o Conselho do Atlântico, uma entidade que trata da “liderança dos Estados Unidos e aliados” no mundo, está a montar uma gigantesca cadeia de cabos submarinos em redor de África como “pilar de uma enorme expansão da internet no continente”. Perito em “educar os cidadãos e a sociedade civil” sobre o que é “verdadeiro” ou “falso”, o Facebook amarra agora os seus cabos em terras onde mais de 600 milhões de pessoas não têm acesso a energia eléctrica. Trata-se, afinal, de cabos que vêm suceder às velhas grilhetas coloniais.

NATO MULTIPLICA PROVOCAÇÕES À CHINA

Em 8 de Junho o secretário-geral da aliança Estados Unidos-NATO, Jens Stoltenberg, fez um discurso na nova e espampanante sede da organização em Bruxelas. Seguiu-se uma selecção de perguntas idiotas mas, apesar da previsibilidade das declarações banais de Stoltenberg e da cumplicidade dos entrevistadores, foi dito o suficiente para se perceber que a NATO ainda está à procura de inimigos para tentar justificar a sua periclitante existência.

A GUERRA DO 5G É UMA CORRIDA AOS ARMAMENTOS

O contencioso internacional que se desenvolve em torno da quinta geração de redes de dados móveis (5G) é muito mais que um confronto comercial. Os senhores da guerra estão em pleno assalto a esta tecnologia e aos seus sectores mais avançados – especialmente os chineses da Huawei – para desenvolverem sistemas militares de ataque cada vez mais eficazes e letais sem necessidade de investirem, da sua parte, em vidas humanas. Os sistemas 5G são fundamentais para a “guerra inteligente”, novo campo de corrida aos armamentos daqueles que apenas sabem utilizar a força para resolver os seus problemas, defender os seus interesses e intimidar adversários.

GRATIDÃO ITALIANA AOS MÉDICOS CUBANOS: “AJUDARAM-NOS SEM PEDIR NADA”

“Tínhamos naufragado e vocês socorreram-nos sem nos perguntar sequer o nome e a origem”. Stefania Bonaldi, presidente do Município italiano de Crena, na província de Cremona, região italiana da Lombardia”, manifestou assim em 25 de Maio, a gratidão e apreço aos médicos e enfermeiros cubanos da Brigada “Henry Reeve” que durante semanas ajudaram no dramático combate ao coronavírus na martirizada zona. “Vencemos porque funcionámos em comunidade”, demonstrando que “as grandes batalhas não são ganhas por heróis solitários”, disse. Estendendo o agradecimento “ao povo cubano” perante as autoridades civis e religiosas da região, Stefania Baldini sublinhou que os médicos e enfermeiros cubanos foram “uma presença discreta mas eficaz, respeitosa mas determinada, calma mas confiante”. Crema, a Itália, no fundo os países da Europa continuam à espera dos prometidos e incertos milhões de “ajuda de emergência” da União Europeia, que se fazem esperar embrulhados em exigências directas e também disfarçadas.

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