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NAZIS UCRANIANOS NOS PROTESTOS DE HONG KONG

Nazis ucranianos do Batalhão Azov e do Sector de Direita, dois pilares do actual regime de Kiev apoiado por Washington e Bruxelas, estão em Hong Kong para orientar e participar nos motins e acções terroristas que no Ocidente são conhecidos como “movimento pró-democracia”. Um dos centros de organização dessa colaboração é uma Liga Liberal Democrática em Kiev financiada pela União Europeia

A GUERRA SECRETA EM ÁFRICA

A corrida aos recursos naturais em África é cada vez mais intensa e implica choques de interesses entre quem os dava como adquiridos por uma espécie de usucapião colonial e potências emergentes que se limitam a seguir as normas concorrenciais estipuladas pela doutrina do “mercado livre”. Considerando-se senhores do território africano, Estados Unidos e NATO reforçam uma presença militar que não hesita em estender-se sob outras bandeiras, como as da ONU e da União Europeia. Trata-se, no fundo, de pugnar por interesses geopolíticos e geoeconómicos com uma poderosa vertente corporativa; do outro lado, Rússia e China marcam posições, com base em crescentes interesses empresariais, incomodando os que se pretendiam “donos daquilo tudo”. É a guerra secreta que progride em África, limitando o direito dos africanos a usufruírem das suas riquezas.

LONDRES E WASHINGTON COLOCAM-SE ACIMA DA LEI E DA ONU

O Reino Unido, com apoio explícito dos Estados Unidos, desafia a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Tribunal Internacional de Justiça ao recusar-se a abandonar o Arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, para reintegração na soberania das Ilhas Maurícias, da qual foi dissociado ilegalmente. Ignoram-se ainda os procedimentos que o secretário-geral da ONU irá adopar para fazer cumprir as deliberações da organização e do Tribunal.

O BRICS ESTÁ BEM VIVO, APESAR DE BOLSONARO

A cimeira dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – realizada em Brasília revelou que o grupo está vivo, apesar das mudanças no Brasil e do enfeudamento total do país aos Estados Unidos. O pragmatismo russo e chinês, aproveitando as oportunidades para continuar a abrir espaços económicos onde a crise neoliberal deixa o seu rasto, sobrepõe-se à desafinação política e consegue convergências de interesses aparentemente improváveis.

A ESTRANHA MORTE DO BOSS DOS CAPACETES BRANCOS

James Le Mesurier, fundador dos Capacetes Brancos, um grupo de “ajuda humanitária” ligado à al-Qaida e actuando entre os terroristas na Síria, foi encontrado morto no dia 11 de Setembro em Istambul, em circunstâncias duvidosas e confusas. Muitas interrogações se levantam em torno do falecimento deste mercenário referenciado pelas suas ligações a serviços secretos, designadamente o MI6 britânico, e grupos terroristas.

A MEMÓRIA APAGADA DO NASCIMENTO DA CHINA POPULAR

A China Popular não representa qualquer ameaça militar para o resto do mundo: não se considera a si mesma como uma potência conquistadora, mas perseverante. É neste sentido que devem ser entendidas as cerimónias do seu 70º aniversário. A China levantou-se politicamente e economicamente da agressão de que foi vítima no século XIX, mas a sua cultura não manifesta qualquer vontade de ajuste de contas com os outros.

QUE HISTÓRIA ESTUDAM OS JOVENS DE HONG KONG ?

Os jovens manifestantes de Hong Kong adoptaram declaradamente a cultura britânica depois da reintegração do território na China como região especial. Ignoram o seu país e o que devem à China Popular. Para os seus avós e os avós dos seus avós, Londres não trouxe mais do que miséria e desolação, provocando a derrocada do Império do Meio.

BREXIT OU OS ENXOVALHOS DA DEMOCRACIA

Brexit ou a saga da saída do Reino Unido da União Europeia é um episódio claro, e muito sério, de como é tratada a democracia, ou o que dela resta, no Ocidente que se afirma como fiel depositário dos direitos humanos e dos valores civilizacionais. A uma decisão límpida e democrática, como a assumida pelos britânicos no referendo sobre a permanência ou não na União Europeia, seguiu-se uma enxurrada de manobras, chantagens, humilhações, golpes sujos e baixos – sempre desprezando os cidadãos – para tentar reverter a decisão da consulta ou, pelo menos, tornar as suas consequências exemplares para qualquer país que deseje seguir pelo mesmo caminho.

RESPOSTA DO HEZBOLLAH FAZ RECUAR ISRAEL

O secretário-geral do Hezbollah prometeu e cumpriu: uma semana depois de Israel ter morto dois técnicos do grupo num ataque contra a Síria e de ter atacado os arredores de Beirute chegou a anunciada represália. Os mísseis disparados pela organização de resistência libanesa não se limitaram a liquidar o alvo e a obrigar o exército de Israel a recuar e a abandonar uma base militar no norte do país; puseram termo a uma escalada de violência ao nível de 2006 e demonstraram uma nova capacidade do movimento libanês para por Israel em respeito e atingir qualquer região deste país. A notícia não correu mundo, mas a relação de forças está diferente: o potencial balístico do Hezbollah revela um caminho para a paridade táctica com o Estado sionista.

GUERRA HÍBRIDA CONTRA A CHINA: HONG KONG E O RESTO

Os Estados Unidos e alguns dos mais próximos Estados satélites desenvolvem contra a China uma guerra híbrida em numerosas fases e múltiplas frentes. Não faltam a ameaça militar e a perseguição comercial e económica; a guerrilha de propaganda está permanentemente presente. No quadro geral, porém, emerge a acção desenvolvida contra a soberania chinesa em Hong Kong e em relação à qual os mentores não mostram limites na utilização de tácticas extremamente perigosas.

JOHNSON, TRUMP E O SALTO NO DESCONHECIDO

Com a designação de Boris Johnson como primeiro-ministro britânico, a vertente anglo-saxónica que gere imperialmente o neoliberalismo globalista fica nas mãos de populistas nacionalistas com vocações racistas e fascistas. É uma alteração qualitativa que deve ser lida em bloco tanto mais que, se o Brexit se consumar, o Reino Unido ficará ainda muito mais interdependente de Washington. Pelas suas características histeriónicas, Boris Johnson vem acrescentar um nível mais elevado de imprevisibilidade a uma situação onde avulta um Trump dramaticamente imprevisível. Estará o mundo, sob o império, à beira de um salto no desconhecido?

UNIÃO EUROPEIA, 7 – MERCOSUL, 1

Bastaram alguns meses de rendição para inutilizar 20 anos de soberania. Uma União Europeia exultante moveu o espírito colonial para alcançar um "acordo comercial" em que arrasa o Mercosul, tirando proveito da falta de dignidade dos principais dirigentes deste bloco.

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