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Os Montes Golã, ocupados por Israel à Síria, são cenário de uma guerra anunciada e que terá também o Irão no horizonte. Os Estados Unidos preparam-se para reconhecer a anexação do território por Israel, sobretudo devido à existência já comprovada de importantes reservas de petróleo que Washington e Telavive acordaram explorar em consórcio. A anexação, além de violar o direito internacional, poderá ser o detonador de nova fase da guerra contra a Síria, que os Estados Unidos e Israel desejarão estender contra o Irão e o Hezbollah libanês.
Em plena polémica sobre a retirada das tropas norte-americanas da Síria, contra a qual se pronunciam desde os democratas a próximos de Trump, eis que um atentado "do Estado Islâmico" mata quatro soldados norte-americanos. Foi em Manjib, Síria, onde existe uma base militar norte-americana, além de ser uma região controlada por milícias curdas protegidas dos Estados Unidos e contrárias à retirada. Um atentado "conveniente", mais um numa guerra que está a servir de laboratório de operações "false flag", de bandeira falsa.
Anti-semitismo é "ódio contra os judeus", reza uma definição que agora foi assumida pela União Europeia. Uma definição que é xenófoba porque marginaliza as formas de ódio contra outros povos semitas, por exemplo os árabes. A versão assumida pelos ministros da União, e que pode servir de base para criminalizar "actos de anti-semitismo", funciona antes como barreira às críticas a Israel, cujo governo tem ele próprio um comportamento anti-semita, xenófobo e racista em relação aos árabes, principalmente os palestinianos.
Em Gaza há um povo em agonia que resiste ainda à selvajaria sionista, que avança rumo ao extermínio, à solução final. É isso que se percebe nas palavras de Benjamin Netanyahu proferidas em Paris na designada "Cimeira da Paz": "não há solução diplomática para Gaza". Perante um mundo mudo e quedo, o retinto fascismo sionista exige agora, através de uma "crise governamental", que o primeiro ministro vá até ao fim sem mais delongas. E o mundo continua a assistir, imóvel como um penedo.
O efeito Khashoggi paira como uma tempestade sobre o mundo. As ameaças de sanções contra a Arábia Saudita que vão sendo proferidas vagamente por países ocidentais já têm resposta de Riade. "Todo o insulto tem que ser vingado", proclama a tradição dos beduínos do deserto, que pode converter-se em petróleo a 200 dólares por barril e outras medidas capazes de fazer tremer a ordem estabelecida. Centenas de milhares de mortes depois, os países que se consideram civilizados podem agora avaliar o preço da sua permanente cumplicidade com um regime criminoso desde sempre, não apenas agora que matou Jamal Khashoggi.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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