ASSANGE CORRE RISCO DE CONTAMINAÇÃO
2020-03-26
Redacção de O Lado Oculto
A juíza que está a julgar Julian Assange em Londres recusou o seu pedido de libertação sob fiança, apresentado como uma tentativa para garantir mais protecção perante a pandemia de COVID-19.
Julian Assange é considerado um caso de risco devido ao seu debilitado estado de saúde e às duras condições de detenção a que tem estado sujeito na prisão londrina de Bellmarsh.
“Tal como hoje estão as coisas, esta pandemia global, contudo, não proporciona motivos para a libertação de Assange”, determinou a juíza Vanessa Baraitser, citada pelo jornal The Independent. A magistrada atribui aos gestores da prisão a responsabilidade de manter os detidos a salvo da epidemia – que está a atingir uma situação dramática no Reino Unido. Pela primeira vez o país ultrapassou mais de cem mortes nas últimas 24 horas.
A juíza invocou o “comportamento anterior” de Julian Assange, o qual, no seu entender, “mostra até onde está disposto a ir para evitar os procedimentos de extradição”.
Vanessa Baraitser é parte interessada na punição do jornalista, pois os negócios obscuros do marido foram tornados públicos pelo site WikiLeaks de Assange, mas o requerimento da defesa para o seu afastamento foi indeferido.
No caso de vir a ser extraditado para os Estados Unidos, Assange pode ser punido com 175 anos de prisão, correndo ainda o elevado risco de ser assassinado na cadeia.
Aitor Martinez, advogado do jornalista, afirmou que Julian Assange “está em perigo iminente” perante a pandemia devido às suas frágeis condições de saúde e também porque a prisão está sobrelotada. “As próprias autoridades britânicas já admitiram os riscos existentes nas prisões, onde são comuns os contactos massivos e já se registaram falecimentos”, testemunhou Martinez.