O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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VÍRUS, FUTUROLOGIA E HORROR À DEMOCRACIA

Tal como se previu ainda antes de o autoritarismo começar a cavalgar a pandemia, a COVID-19 tem as costas muito largas e nelas cabem todos os pretextos imagináveis para usar discricionariamente as alavancas dos poderes, sejam eles nacionais e, sobretudo, globais. Não existe nada tão sensível como a saúde, de cada um e de todos; nada é tão manipulável como uma sociedade reduzida ao medo, agravado através de campanhas de pânico; poucas coisas condicionam tanto os comportamentos humanos como a incerteza. E os que não convivem bem com a democracia aproveitam.

HERDEIROS DA GLADIO/NATO ANDAM À SOLTA NA EUROPA

A imprensa dinamarquesa tem dado destaque às provas de que o Estado dinamarquês autoriza a espionagem da sua própria administração pública e das empresas privadas do sector militar pelos Estados Unidos da América. O fenómeno não é recente e tem a sua origem nas redes clandestinas (Stay behind, Gladio) instauradas pela NATO nos países da aliança.

O CENTRO DO MUNDO DESLIZA PARA ORIENTE

A China, o Japão, a Coreia do Sul, a Austrália, a Nova Zelândia e os dez países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) assinaram a Parceria Económica Regional Abrangente (RCEP), o maior acordo comercial do mundo, um mercado integrado que envolve 30% da economia mundial e 2200 milhões de pessoas. Trata-se de uma grande plataforma que poderá intersectar-se com várias outras entidades regionais da geoeconomia mas também da geopolítica. A comunicação corporativa praticamente não deu por isso, a não ser para dizer que se trata de mais uma arma da China contra “o Ocidente”. Um “Ocidente” que continua a olhar-se como o centro do mundo – e a comportar-se colonialmente como tal. Enquanto ele, o centro do mundo, continua a deslizar inapelavelmente para Oriente.

A FRAUDE INFORMÁTICA COMO ARMA DA “DEMOCRACIA GLOBAL”

A comunicação social corporativa, um dos braços essenciais que articula a globalização neoliberal, não tem dado relevo às acusações e às provas da existência de fraudes massivas nas recentes eleições norte-americanas. O fenómeno não será de estranhar desde que se entenda a sintonia existente entre esse enorme aparelho de propaganda e as correntes dominantes do sistema globalizante, sobretudo os esforços que estas fizeram para que os resultados eleitorais fossem os que estavam previstos. O silenciamento ostensivo não impede, porém, que os actos fraudulentos que vão sendo comprovados coloquem estas eleições realizadas na “pátria da democracia” no rol dos processos que a própria “pátria da democracia” diz combater além-fronteiras. Há uma realidade a reter no que aconteceu: os resultados eleitorais foram realmente falsificados; e os processos viciadores não são utilizados apenas no caso norte-americano.

VIRAM POR AÍ A DEMOCRACIA?

Que há de comum entre a farsa globalizada das eleições norte-americanas e a banalização da imposição de situações que reduzem a pouco mais que resquícios os direitos cívicos dos cidadãos a pretexto, por exemplo, da saúde pública? Na verdade, tudo. São manifestações comuns de uma maneira cada vez mais excepcional de olhar a sociedade em todo o mundo gerido pela ortodoxia neoliberal, ditada pela crise em que continua a afundar-se a própria ortodoxia neoliberal.

O MUNDO SEGUNDO JOE BIDEN

Donald Trump ou Joe Biden? A escolha que resta aos norte-americanos é esta – dois ramos do mesmo partido único, imperialista e que defende, acima de tudo e custe o que custar, “a liderança dos Estados Unidos”. Trump, o fascismo sem máscara, o racismo, a misoginia, o fundamentalismo religioso sem disfarces, um neoliberalismo adequado ao nacionalismo ultramontano que faz parte da sua essência, o culto dos golpes e da guerra simulando recuos para consumo interno; Biden, o autoritarismo sorridente, o racismo cínico e envernizado, golpes onde for preciso, como o da Ucrânia, guerras a la carte, como a chacina da Líbia; o neoliberalismo globalista e expansionista ancorado num reforço da NATO. Eis a opção que resta aos norte-americanos, com impactos na vida de todos nós. Que venha o diabo e escolha.

NÃO, SENHOR EMBAIXADOR

Uma nota prévia: o semanário Expresso escolheu o embaixador dos Estados Unidos, um genuíno porta-voz de duas figuras comprovadamente irracionais como são Donald Trump e Michael Pompeo, para abrilhantar uma edição virilmente propagandeada como “histórica”. A comunicação corporativa que se autointitula “de referência” explicada assim por um dos seus expoentes à escala doméstica lusitana.

NEGACIONISMO E “CAPITALISMO VERDE” SÃO AMBOS INIMIGOS DO AMBIENTE

Perante o cenário catastrófico que se anuncia como consequência do aquecimento global, os poderes fácticos do capitalismo internacional oscilam entre duas estratégias: uma campanha de negação das provas científicas que pretende apresentá-las como uma “ideologia”; e uma estratégia de promoção de um “capitalismo verde” ou “sustentável” que promove acordos internacionais que não passam de farsas e promove uma reconversão parcial e limitada dos sistemas produtivos enquanto fortalece o modelo de acumulação e exploração capitalista.

ASSANGE E A MISÉRIA DO JORNALISMO

O silêncio guardado pela comunicação social corporativa em relação ao linchamento judicial de Julian Assange e da liberdade de informação que está a decorrer em Londres testemunha o estado de miséria a que chegou o jornalismo dominante, capturado pelos grandes interesses minoritários e elitistas que controlam o mundo.

O CONCÍLIO DOS PREDADORES OU O VÍRUS COMO “JANELA DE OPORTUNIDADE”

Quando a elite dos predadores que conduziram o mundo ao estado desgraçado em que se encontra se propõem agora salvá-lo tirando proveito da “janela de oportunidade” que é a pandemia de COVID-19 podemos deduzir que há nuvens ainda mais negras no horizonte.

OS PLANOS DE WASHINGTON PARA FAZER AQUECER O ÁRTICO

Uma das indicações mais bizarras de que Trump está interessado no Ártico aconteceu há um ano, quando o presidente dos Estados Unidos afirmou que gostaria de comprar Gronelândia, um vasto território insular que é uma região autónoma da Dinamarca. A ilha tem aproximadamente a mesma dimensão da Arábia Saudita, um pouco menor que a da Índia, e alberga uma base do Pentágono em Thule, a qual, entre outras coisas, “é a base militar norte-americana mais ao Norte e a única instalação desse tipo ao Norte do Círculo Polar Ártico”, como nos diz a Defense News.

A BRIGADA DOS FILANTROPOS

A filantropia está na moda. Não se trata apenas da tradicional caridadezinha, os que podem aos que precisam, mas de qualquer coisa muito mais grandiosa e assegurada por nomes sonantes da elite que nos governa à escala global, dir-se-ia que compadecidos das desigualdades gritantes, compungidos com as injustiças avassaladoras. Mergulham as mãos nos seus biliões e espalham uns trocos no apoio a causas fracturantes e que mobilizam a consciência de grande parte da humanidade. É certo que isso não os impede de serem cada vez mais ricos, antes pelo contrário, mas quem pode levar-lhes a mal? O mundo é assim!...

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