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GRETA THUNBERG E A CRUZADA DAS CRIANÇAS VERDES

Ao seguirmos as pisadas desse fenómeno mundial chamado Greta Thunberg iremos encontrar, para surpresa de muitos – de outros, nem tanto – gente bastante graúda, entidades e personalidades através das quais é possível detectar rastos do ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore, do Goldman Sachs, o banco dos bancos, da Pepsi, dos maiores fundos de activos do mundo, da Shell, da General Motors, do Google e da Pfizer, de âncoras do neoliberalismo como a OCDE, o FMI ou o Banco Mundial, de ex-membros de governos não menos ultraliberais. E apetece-nos tentar perceber como é que pessoas e organizações que contribuíram para estragar o clima estão agora empenhadas em salvar o clima. A explicação até não será muito difícil se olharmos Thunberg como um instrumento de agitação e propaganda para “legitimar” aquele que se perspectiva como o maior negócio destes tempos.

A GRANDE ILUSÃO DA ECONOMIA “VERDE”

Sucedem-se as cimeiras climáticas, multiplicam-se as promessas para atingir metas de curto, médio e longo prazo, transformaram-se as questões ambientais em artigos da moda política e mediática e o aquecimento global continua a sua ascensão sem retorno. No centro de toda a novíssima inquietação ecológica estão as elites políticas, governamentais e, sobretudo, empresariais que colocaram o mundo no caminho da catástrofe. Isto é, os que estragam o planeta são os mesmos que cuidam agora de consertá-lo com base em enxurradas de promessas, mas sem mudar de atitudes e comportamentos. Ou seja, a tão propagandeada “economia verde” não passa de uma grande ilusão, melhor dizendo, uma imensa fraude.

A FESTA DA GUERRA E OS SEUS ARRUFOS

O presidente francês foi “muito, muito, muito desagradável” e “insultuoso” ao afirmar que “a NATO está em morte cerebral”, disse Donald Trump, o presidente que já qualificou a NATO como “obsoleta” e se queixa, a todo o momento, de que os aliados não pagam o que devem. Os festejos do 70º aniversário da aliança guerreira em Londres prometem.

BARÕES DO CLIMA: SIGA A PISTA DO DINHEIRO

O clima! Quem diria que as megacorporações e os megamilionários que estão por detrás da globalização da economia mundial nas últimas décadas, cuja procura incessante de lucros para os accionistas e das reduções de despesas tanto dano causaram ao mosso meio ambiente, tanto no mundo industrializado como nas economias subdesenvolvidas de Ásia, África e América Latina, se tornaram agora os principais patrocinadores do movimento de descarbonização de base - da Suécia à Alemanha, aos Estados Unidos e muito mais além!

A NATO COMO POLÍCIA DE OPINIÃO

O Centro de Excelência de Comunicação Estratégica da NATO queixa-se da manipulação nas redes sociais. E quando o Centro de Excelência de Comunicação Estratégica da NATO se queixa só há que esperar uma intensificação das acções policiais de censura na internet, com o pretexto de que as redes sociais são incapazes de se regularem a si próprias. O cerco às opiniões divergentes da doutrina oficial atlantista e europeísta aperta-se e a NATO afina mecanismos policiais para que não haja desvios à opinião única.

A CENSURA DA UNIÃO EUROPEIA JÁ ESTÁ EM MARCHA

Task Force para a Comunicação Estratégica é a nova entidade que, segundo a Comissão Europeia, cumpre "o plano contra a desinformação" que já está a vigorar na União Europeia. Um plano para combater "a deformação e a falsificação dos factos para criar a confusão e minar a confiança das pessoas nas instituições e nos processos políticos estabelecidos". A Task Force é constituída pelos verificadores, os executores do Fact-checking, isto é, os novos censores. Trata-se de impor, na comunicação social, "o respeito pelos nossos valores europeus e os nossos direitos fundamentais", que são também, por exemplo, os do Grupo dos Sete, da NATO, certamente do FMI, do Banco Mundial. Valores e direitos que, por definição, passam a ser os únicos admitidos. O resto é fake: e assim será porque, como em qualquer ditadura, ninguém verifica os verificadores.

GUERRA DO IMPÉRIO À HUAWEI OU O TIRO PELA CULATRA

Trump mobilizou a economia norte-americana na guerra contra a empresa chinesa Huawei mas o tiro pode sair-lhe pela culatra. Tudo por falta de competência e competitividade.

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