O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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NATO MANTÉM OS MAIORES JOGOS DE GUERRA EM 25 ANOS

Os exercícios militares da NATO designados Defender Europe 20, definidos como “os maiores movimentos de tropas na Europa nos últimos 25 anos”, continuam a desenvolver-se como o previsto, apesar das medidas tomadas pelos governos europeus para combater a pandemia de coronavírus (COVID-19).

ABAIXO A PANDEMIA, VIVA A GUERRA!

A Europa está fechada. Enquanto isso, 30 mil soldados norte-americanos invadem o continente até Julho nas maiores manobras militares em 25 anos. O que acontece na altura em que o presidente dos Estados Unidos decide banir as entradas dos europeus no seu país. Em pleno combate à pandemia de coronavírus, prioridade à guerra.

ESTADOS UNIDOS OCUPAM ILHA IEMENITA

Tropas dos Estados Unidos ocuparam a ilha de Socotra, no Iémen, juntaram-se ao contingente militar dos Emirados Árabes Unidos ali presente e começaram a instalar sistemas de defesa anti-aérea. O movimento ocorre à revelia do Congresso norte-americano e do próprio “governo” iemenita que Washington reconhece, tutelado pela Arábia Saudita.

ACORDO DO AFEGANISTÃO É A DERROTA DA NATO

Consta dos anais diplomáticos dos finais dos anos sessenta do século passado que os Estados Unidos reconheceram a sua derrota militar no Vietname a partir do momento em que cederam perante as partes vietnamitas na discussão sobre o formato da mesa de conversações em Paris – que, na prática, reconheceu o Governo Revolucionário Provisório do Vietname do Sul. Cinquenta anos depois, a assinatura de um acordo com os Talibã em Doha, no Qatar, é a confissão da derrota norte-americana na sua mais longa guerra, a do Afeganistão. Uma derrota que não é apenas dos Estados Unidos mas também da NATO – logo dos próprios governos que integram a aliança.

O GOLPE DE BOLSONARO ESTÁ EM ANDAMENTO

O general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança do presidente do Brasil, qualificou o Congresso como “chantagista”. E logo as hostes fascistas de Jair Bolsonaro convocaram para 15 de Março uma descida às ruas contra o Parlamento; e logo o próprio presidente passou a usar o WhatsApp e as redes sociais para fazer eco das convocatórias da manifestação contra os deputados. Tudo se desenvolve enquanto sectores da Polícia Militar se amotinam – sem reacção dos governadores dos Estados –, os centros de decisão se enchem de militares, alguns no activo, e o grande empresariado esfrega as mãos de satisfação e deita contas aos lucros. Bolsonaro e as suas tropas de choque não estão confortáveis com a ordem institucional democrática e o golpe já está em curso.

PROPAGANDA BRITÂNICA ENCENA A GUERRA DA SÍRIA

A informação supostamente com origem na “oposição da Síria” divulgada pela comunicação social corporativa a propósito da guerra contra este país é gerada por um tentacular sistema de propaganda montado pelo governo britânico em conjunto com empresas privadas pertencentes a ex-oficiais das forças armadas e dos serviços secretos de Londres. As provas constam de documentos oficiais resultantes de fugas de informação recentes.

NATO ANEXA A MACEDÓNIA DO NORTE

Depois de ter manipulado os resultados de um referendo que não corresponderam aos seus interesses e de ter imposto a nova designação do nome do país – com a cumplicidade do Syriza na Grécia – a NATO acaba de anexar a Macedónia do Norte através da aprovação do “Protocolo de Adesão”, consumada por um Parlamento absolutamente domesticado. Isto é, depois de ter “balcanizado” os Balcãs com a guerra de esfacelamento da Jugoslávia, a NATO “desbalcaniza” agora a região, unindo-a sob a sua própria bandeira. De fora está apenas a Sérvia – e espoliada do Kosovo através de uma agressão militar da aliança.

OS INQUIETANTES MISTÉRIOS DO VOO TP173 PARA CARACAS

Por muito que o Chefe de Estado, ministros, TAP e a comunicação social corporativa tentem compor uma imagem de vitimização, própria de quem pretende desviar o assunto da sua essência, a verdade é que existiram anomalias graves, e que estão a necessitar de explicações sérias, relacionadas com o voo TP173 de Lisboa para Caracas, no dia 13 de Fevereiro.

O PETRÓLEO, O MÉDIO ORIENTE E A GUERRA CIVIL CAPITALISTA

Estimado leitor, se lhe disserem que os Estados Unidos são autossuficientes em hidrocarbonetos e não precisam do petróleo do Médio Oriente, não acredite. A guerra sem fim montada pelo Pentágono através de toda a região e algumas extensões geográficas tem a ver com fontes de energia, o controlo das suas reservas, produção e distribuição. Portanto, o que tem acontecido nas últimas semanas, por exemplo a simultaneidade da desestabilização do Iraque e do Irão e a nova fase da guerra na Líbia tem, e muito, a ver com isso.

DUAS SEMANAS QUE ARREPIARAM O MUNDO

Antes que a enxurrada de desinformação produzida pela comunicação social corporativa mistifique a história oficial destes dias de guerra, caos e ilegalidade na cena internacional é altura de descodificar a cadeia de acontecimentos para que seja possível distribuir responsabilidades e invalidar mentiras. Se os Estados Unidos da América, como é habitual e natural, sobressaem como os artífices de uma trama que ameaça o planeta, é importante notar que o “nosso mundo civilizado”, com a NATO e a União Europeia à cabeça, não fazem figura de inocentes. Aliás, nem o governo da República Portuguesa se salva.

WASHINGTON TRANSFERE A 5G PARA O CAMPO DA GUERRA

A tecnologia de quinta geração de transmissão móvel de dados (5G) começa a entrar nas nossas vidas, mas antes que isso aconteça em pleno os Estados Unidos puseram em andamento o processo da sua militarização através das próprias redes comerciais, por ficar mais em conta. Liderada pela China na sua componente civil, a 5G transita para o domínio da guerra e da espionagem pela mão dos Estados Unidos, apesar do seu reconhecido atraso nesta novidade tecnológica.

CONSPIRAÇÃO DE LISBOA: PLANEOU-SE AGRESSÃO AO IRÃO

Suspeitava-se disso, mas os indícios acumulam-se. A reunião conspirativa de Lisboa em 4 de Dezembro, facultada pelo governo português, entre Benjamin Netanyahu e o secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeou, serviu para planear uma possível agressão “preventiva” contra o Irão. O contexto militarista e mediático do encontro e a agenda revelada por Netanyahu – primeiro ponto, Irão, segundo ponto, Irão, e mais os pontos que forem precisos, Irão – não deixam dúvidas de que a capital portuguesa acolheu uma cimeira de planeamento de guerra. "Vamos fazer o Irão cambalear ainda mais", prometeu o primeiro-ministro de Israel.

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