O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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O QUE ESTÁ EM JOGO NO MAR DO SUL DA CHINA

Quando os porta-aviões norte-americanos Ronald Reagan e Nimitz recentemente se envolveram em "operações" no Mar do Sul da China não deixou de notar-se que a Frota do Pacífico dos Estados Unidos estava a fazer os possíveis para transformar a teoria infantil da armadilha de Tucídides, uma provocação de guerra, numa profecia auto-realizável.

PUTIN E XI JINPING REFORÇAM COOPERAÇÃO E COORDENAÇÃO

O acontecimento passou quase despercebido mas fica como um marco nos actuais desenvolvimentos geopolíticos, geoestratégicos e geoeconómicos globais: os presidentes da Rússia e da China Popular realizaram uma “cimeira telefónica” em 8 de Julho na qual aprofundaram as estratégias de colaboração e coordenação, a todos os níveis, entre os dois gigantes. Além de reforçarem a sua aliança tendo como referência o quadro estabelecido pela Carta das Nações Unidas e o multilateralismo, a igualdade entre os povos e os Estados, Vladimir Putin e Xi Jinping não hesitaram em solidarizar-se mutuamente com recentes movimentos políticos nos dois países como o referendo constitucional na Rússia e a entrada em vigor da lei de segurança nacional em Hong Kong.

NATO MULTIPLICA PROVOCAÇÕES À CHINA

Em 8 de Junho o secretário-geral da aliança Estados Unidos-NATO, Jens Stoltenberg, fez um discurso na nova e espampanante sede da organização em Bruxelas. Seguiu-se uma selecção de perguntas idiotas mas, apesar da previsibilidade das declarações banais de Stoltenberg e da cumplicidade dos entrevistadores, foi dito o suficiente para se perceber que a NATO ainda está à procura de inimigos para tentar justificar a sua periclitante existência.

A GUERRA DO 5G É UMA CORRIDA AOS ARMAMENTOS

O contencioso internacional que se desenvolve em torno da quinta geração de redes de dados móveis (5G) é muito mais que um confronto comercial. Os senhores da guerra estão em pleno assalto a esta tecnologia e aos seus sectores mais avançados – especialmente os chineses da Huawei – para desenvolverem sistemas militares de ataque cada vez mais eficazes e letais sem necessidade de investirem, da sua parte, em vidas humanas. Os sistemas 5G são fundamentais para a “guerra inteligente”, novo campo de corrida aos armamentos daqueles que apenas sabem utilizar a força para resolver os seus problemas, defender os seus interesses e intimidar adversários.

NÃO HÁ COVID QUE TRAVE OS JOGOS DE GUERRA DA NATO

A NATO está a desconfinar os jogos de guerra na Europa que, em boa verdade, nunca chegou a confinar. Manobras militares vão decorrer durante duas semanas na Polónia – uma imensa base militar norte-americana – no âmbito dos envolventes e abrangentes exercícios Defender-Europe 20. Milhares de soldados dos Estados Unidos, o país mais atingido pela epidemia, desembarcam na Europa, continente onde se viveu uma carnificina, para queimar milhões de dólares e euros que seriam essenciais para os sistemas de saúde pública e uma genuína recuperação da economia.

UMA PANDEMIA DE DESPESAS MILITARES

A pandemia de COVID-19 continua mas as despesas militares aumentam em todo o mundo, comandadas pelos Estados Unidos e a NATO, apesar de em 2019 já terem sido as mais elevadas em mais de duas décadas. O secretário de Estado norte-americano pediu aos aliados mais 400 mil milhões de dólares para gastos de guerra numa altura em que são necessários enormes recursos para a saúde dos cidadãos e em que o desemprego ataca como um flagelo. Mas não nos preocupemos com isso porque alguém está a publicar anúncios de emprego: a NATO.

O YUAN DIGITAL DA CHINA AMEAÇA O REINADO DO DÓLAR

Algumas coisas continuam a mudar num mundo estagnado em tempos de pandemia. Podem estar até a ser aceleradas pelas circunstâncias porque, indubitavelmente, haverá um antes e um depois do COVID-19 por muitas que sejam as incertezas avolumando-se em relação ao futuro, mesmo o mais próximo. Coisas que estão em mudança são o dinheiro e as formas de pagamento. A China iniciou há poucas semanas os testes de pagamento com uma nova moeda sem existência física: o yuan digital. Trata-se de uma etapa para o lançamento do chamado Pagamento Electrónico em Moeda Digital. São fortes os indícios de que o yuan digital soberano em preparação poderá ser garantido por ouro – ao contrário do que acontece com o dólar norte-americano, a moeda de reserva mundial. Tudo isto significa que a partir daí nada ficará como dantes em termos de pagamentos internacionais. Será esta uma das razões sub-reptícias para a incontida ira de Washington contra Pequim?

AS MÃOS DE TRUMP NA INVASÃO FALHADA DA VENEZUELA

Já lhe chamam a “segunda Baía dos Porcos”, a falhada incursão militar norte-americana em Playa Girón, Cuba, em Abril de 1961. Quase 60 anos depois a cena repetiu-se, com o mesmo desfecho, agora na praia de Macuto nas costas da Venezuela soberana e independente. Mercenários com ligações comprovadas com a administração Trump e a oposição terrorista venezuelana – reconhecida como “legítima” por Portugal e outros países da União Europeia – tentaram uma agressão militar para lançar o caos no país, assassinar o presidente Nicolás Maduro e mudar o governo. Falharam e os sobreviventes são agora como um livro aberto onde as personagens são Trump, Guaidó, os suspeitos do costume.

VENEZUELA TRAVA INVASÃO DE MERCENÁRIOS

O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Néstor Reverol, revelou a neutralização pelo governo, no domingo 3 de Maio, da incursão de um grupo terrorista contra o país por via marítima, com origem na Colômbia e que, em lanchas rápidas, tentou um desembarque nas costas do Estado de La Guaira.

BATALHAS IDEOLÓGICAS NA PANDEMIA

No momento em que se procede à redacção deste texto, o impacte da pandemia de COVID-19 cifra-se em três milhões de infectados a nível mundial, sendo um milhão deles nos Estados Unidos, país que regista já mais de 55 mil mortes atribuídas ao novo coronavírus, havendo ainda aquelas que não foram contabilizadas e as que se deveram à estratégia de diversionismo mediático de Donald Trump (como foi a de sugerir publicamente a administração de desinfectantes como remédio...). Permanecem desconhecidas as origens do novo coronavírus, mas são reveladoras as políticas adoptadas diferenciadamente por diversos países e já visíveis as suas consequências.

DISTANCIAMENTO SOCIAL DA DEMOCRACIA

A epidemia de COVID-19 é uma ocasião para impor softwares de rastreamento individual que, a prazo, podem ser de identificação – o que em tempos normais as democracias recusariam. Não se trata de ficção científica e pode rapidamente tornar-se realidade.

POR ONDE ANDA O PACIENTE ZERO?

Mattia é um cidadão italiano de 38 anos de Codogno, Lombardia. Socialista e sociável, desportista que corre maratonas, extrovertido, saudável, certamente nunca mais esquecerá os primeiros meses de 2020. Não só por lhe ter nascido a filha, Giulia, já em Abril, mas também porque venceu o combate que travou de 19 de Fevereiro a 25 de Março contra o novo coronavírus SARS-CoV-2, que entretanto lhe vitimou o pai e atingiu ao de leve a esposa, Valentina. Não ficam por aqui os episódios em redor de Mattia: ele foi o quarto caso de COVID-19 em Itália, o “Paciente nº4”; mas como não teve qualquer contacto com a China nem com os três primeiros infectados na Lombardia, oriundos da cidade chinesa de Wuhan, foi considerado o “Paciente italiano nº 1”. A história de Mattia é suficiente para por em causa a versão oficial, adoptada pelos media corporativos, de que tudo terá começado no mercado de frutos do mar e animais exóticos de Huanan, na cidade chinesa de Wuhan. Há outros caminhos a percorrer para tentar descobrir o Paciente Zero da pandemia.

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