O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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OS MILHÕES DE BRUXELAS NÃO SÃO PARA AS PESSOAS

“Histórico”! O adjectivo ainda hoje ecoa para saudar o acordo entre os membros da União Europeia e que supostamente faz chover sobre as nossas cabeças os milhões que irão aliviar-nos dos males económicos da COVID-19. Este é o conto de fadas. A realidade, por isso, nada tem a ver com ele. Chegam milhões a “fundo perdido” e por empréstimo que vão custar caro aos contribuintes, não poderão ser aplicados onde verdadeiramente fazem falta aos cidadãos – na saúde e outras vertentes sociais – e que ainda aliviam os países ricos, ditos “frugais”, de boa parte dos encargos com o orçamento europeu. Este é o preço da “unidade”: austeridade, financiamento de empresas privadas em sectores que não estão directamente ligados ao emprego e outros interesses sociais, novas amarras financeiras sem dividendos económicos onde são mais necessários, encargos aumentados com o orçamento da União. Por isso os mercados financeiros não cabem em si de contentes; enquanto as pessoas terão mais do mesmo porque a “recuperação” não é para elas.

O BANDITISMO COMO INSTRUMENTO DA ORDEM INTERNACIONAL

Elon Musk, dono da Tesla, um dos homens mais ricos do mundo, twittou tranquilamente, como quem anuncia que vai jogar ténis, que “daremos o golpe em quem quisermos”. E aconselhou: “lidem com isso”. As palavras foram escritas num contexto relacionado com o golpe fascista na Bolívia, que permitiu a Musk desbloquear o livre acesso às maiores reservas de lítio do mundo, essenciais para a parte gorda dos seus negócios, os acumuladores de energia.

ISRAEL ARRASA INSTALAÇÕES PALESTINIANAS CONTRA A COVID-19

Tropas israelitas arrasaram há uma semana um hospital e um centro de testes acabados de construir por palestinianos em Hebron para combater a COVID-19; em Março tinham feito o mesmo em Khirbet Ibziq, também na Cisjordânia. Tanto as chamadas “democracias liberais” como as “iliberais” da União Europeia guardam um recatado silêncio perante estas atrocidades que enxovalham os direitos humanos em tempos de pandemia. As autoridades sionistas cometeram o crime com requinte: começaram por exigir licenças de construção quando são elas próprias que negam essas autorizações a palestinianos nos territórios ocupados. Israel é, como tantas vezes se repete no “mundo civilizado”, “a única democracia no Médio Oriente”.

EPISÓDIOS NÃO RECOMENDÁVEIS DE UM MEDICAMENTO “RECOMENDADO”

Nestes tempos de pandemia o mundo fervilha de exemplos de como pessoas, entidades, empresas e instituições sem escrúpulos, movendo-se na onda do capitalismo neoliberal, por definição sem limites, tiram proveito da situação. O sector da grande indústria farmacêutica, o Big-Pharma, é um dos mais dinâmicos nessa matéria desumana, impondo leis do máximo lucro contra populações com um máximo de necessidades e um mínimo de meios. Os casos são ainda mais flagrantes nos Estados Unidos, ou não fossem a Meca do capitalismo desenfreado. A história resumida que se segue centra-se nos fabricantes de um medicamento de que muito se fala contra a COVID-19, talvez sem razão para tanto alarido.

A GUERRA FORMATADA COMO “MISSÃO DE PAZ” E “AMIGA DO AMBIENTE”

Além de subordinar as forças armadas dos “aliados” ao seu comando por via da NATO, o Pentágono tem vindo a conceber também a integração de corpos militares desses países na sua própria estrutura, retirando-lhes, deste modo, qualquer autonomia que ainda pudessem ter. Isso acontece, sobretudo, na perspectiva da utilização de forças especiais em guerras de agressão. As manobras têm decorrido de forma dissimulada, fora do controlo da opinião pública, como aconteceu agora com a inserção do Comando das Forças Especiais italianas (Comfose) na estrutura do Pentágono em Camp Darby, entre Pisa e Livorno. Um processo apresentado sob as chancelas de “missões de paz” e, como não poderia deixar de ser, de “amigo do ambiente” – isto é, “Quartéis Verdes” assentes sobre milhões de cargas explosivas.

A VACINA DA COVID-19 E A PANDEMIA DE MENTIRAS

Cientistas russos e britânicos anunciaram quase simultaneamente, e de maneira separada, importantes avanços no sentido da disponibilização de uma vacina contra a COVID-19. Enquanto as descobertas da Universidade de Oxford parecem inserir-se nas expectativas milionárias dos grandes impérios farmacêuticos transnacionais, a parte russa anunciou, entretanto, que alguns milhões de vacinas serão distribuídas gratuitamente e que os dados científicos serão disponibilizados universalmente para que a descoberta possa ser utilizada como medicamento genérico. Talvez por isso, as habituais corporações mediáticas começaram já a atacar a Rússia por ter supostamente “pirateado” as descobertas de Oxford. Deixamos alguns elementos actualizados sobre a “guerra das vacinas” em nome do rigor histórico e para que cada um perceba o que está em desenvolvimento e com o que pode vir a contar.

UM “PASSE DE BEM-ESTAR” OU A TENTAÇÃO BIG BROTHER?

O que têm em comum a aliança de vacinação GAVI de Bill Gates, a poderosa Mastercard e a empresa Trust Stamp mais os seus softwares de identificação biométrica? Negócios, certamente, grandes negócios, pensará o leitor. Nada disso: a acreditar nos próprios, trata-se de uma grande convergência cívica e humanitária que juntará a recolha de dados biométricos de identificação de indivíduos com base em inteligência artificial, os dados de saúde e vacinação, sobretudo os motivados pelo combate à COVID-19, e os métodos de pagamento sem mexer em dinheiro, essa matéria de repente tornada repelente e “contagiosa”. A esta combinação virtuosa chamaram “Passe de Bem-Estar” ou de saúde. No limite, juntam-se potencialmente ainda muitas outras virtualidades num só “passe” em que o pessoal, o público e os grandes interesses privados se diluem com as melhores das intenções, como podem ser também a identificação de futuros focos de COVID-19, de ajuntamentos para manifestações, a “prevenção policial”, o rastreio de infectados e a desmaterialização das pulseiras electrónicas da justiça. Um admirável mundo novo.

PUTIN E XI JINPING REFORÇAM COOPERAÇÃO E COORDENAÇÃO

O acontecimento passou quase despercebido mas fica como um marco nos actuais desenvolvimentos geopolíticos, geoestratégicos e geoeconómicos globais: os presidentes da Rússia e da China Popular realizaram uma “cimeira telefónica” em 8 de Julho na qual aprofundaram as estratégias de colaboração e coordenação, a todos os níveis, entre os dois gigantes. Além de reforçarem a sua aliança tendo como referência o quadro estabelecido pela Carta das Nações Unidas e o multilateralismo, a igualdade entre os povos e os Estados, Vladimir Putin e Xi Jinping não hesitaram em solidarizar-se mutuamente com recentes movimentos políticos nos dois países como o referendo constitucional na Rússia e a entrada em vigor da lei de segurança nacional em Hong Kong.

PRÉ-HISTÓRIA DA COVID-19 NOS ESGOTOS DE BARCELONA

Cientistas da Universidade de Barcelona detectaram genomas do novo coronavírus SARS-CoV-2 nos esgotos da cidade no dia 12 de Março de 2019, isto é, nove meses e meio antes da declaração das autoridades chinesas da cidade de Wuhan e praticamente um ano antes de ter sido anunciado, em 25 de Fevereiro de 2020, o primeiro caso de COVID-19 “importado” na capital catalã. Mais uma demonstração de que a narrativa oficial do “vírus de Wuhan” pode ser cómoda para evitar uma investigação profunda das reais origens do fenómeno, conveniente do ponto de vista geopolítico, oportuna para as operações de propaganda em multiplicação mas está longe de caber nas realidades que vão sendo conhecidas.

PIRATARIA EM LONDRES COM O OURO DA VENEZUELA

O direito nacional e internacional deixou de contar. O actual espectáculo legal montado no Tribunal de Comércio de Londres sobre as reservas de 30 toneladas de lingotes de ouro venezuelanas guardadas na Grã-Bretanha conduz a esta conclusão. Surpreendentemente, a uma velocidade que ninguém imaginaria, o tribunal presidido pelo juiz Nigel Teare decidiu reconhecer unicamente Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela. Um acto de moderna pirataria.

A GUERRA NOS HIMALAIAS E O XADREZ MUNDIAL

Parecia saído de um thriller orientalista romântico passado nos Himalaias: soldados a lutar com pedras e barras de ferro pela calada da noite, à beira de um precipício a mais de quatro mil metros de altitude, alguns deles mergulhando para a morte num rio quase congelado e morrendo de hipotermia.

CHINA AVISA ESTADOS UNIDOS SOBRE AS "LINHAS VERMELHAS"

Se no mundo actual de guerras de informação existe um assunto em que a Carnegie Endowment para a Paz Internacional, a CNN, o NEW York Times e o Washington Post podem estar de acordo com a agência chinesa Xinhua e a publicação oficial chinesa Global Times é o de que Michael Pompeo é o pior secretário de Estado da história dos Estados Unidos. E os danos estão feitos.

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