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ECONOMIA DE GUERRA AVANÇA NA EUROPA

Enquanto nas economias da União Europeia os investimentos públicos estão praticamente estagnados, não deixam de progredir, por outro lado, os investimentos no circo da guerra. Por ironia, algumas das regiões mais pobres da Europa e flageladas por colossais índices de desemprego jovem são aquelas onde se concentram grandes instalações da NATO, transformando a guerra na única “indústria” de emprego “seguro”. Aqui fica o exemplo de Itália.

RÚSSIA E TURQUIA ENTENDEM-SE SOBRE A SÍRIA

O memorando de entendimento russo-turco assinado em 22 de Outubro pelos presidentes Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan é um documento essencial para compreender a fase actual da guerra internacional contra a Síria e as perspectivas de evolução que o problema regista. Esclarecedor, tanto pelo que afirma como pelo que omite, o texto contém em si mesmo alguns importantes mecanismos de travagem dos objectivos pretendidos pela NATO, pelos Estados Unidos e outras potências suas aliadas.

ESPIONAGEM ACIMA DA LEI NA UNIÃO EUROPEIA

Estão em curso importantes mudanças no sector da inteligência no âmbito da União Europeia, impulsionadas pelas novas tecnologias e pelos esforços políticos de integração. Isto acontece na ausência de qualquer debate público, acima da lei e com graves falhas de controlo e supervisão, pelo que volta a correr-se o risco de perder a legitimidade democrática destas transformações.

CATALUNHA NAS RUAS, ESPANHA À DERIVA

A revolta catalã contra a prisão de importantes dirigentes independentistas decidida por um tribunal central de Madrid não se detém. A informação mainstream tenta esconder a questão central – a recusa em escutar a opinião dos cidadãos da Catalunha livremente expressa – empolando os actos de violência que contrariam a vontade dos detidos e servem os interesses de Madrid. Enquanto estes actos são protagonizados por reduzidos grupos organizados e pelos brutais serviços de repressão, foram 700 mil os catalães que sexta-feira convergiram em Barcelona reclamando o direito democrático de terem opinião sobre a independência ou não do seu país. Em Madrid, os principais dirigentes políticos multiplicam acusações e ameaças, mas não apresentam propostas.

A OFENSIVA TURCA E O QUEBRA-CABEÇAS NA SÍRIA

A invasão da Turquia é um novo episódio da guerra internacional contra a Síria. Tratando-se de uma violação da soberania síria – apesar de Ancara invocar a Carta das Nações Unidas alegando que se trata de “autodefesa” – a operação veio provocar alterações significativas nas relações de forças no terreno, e nem todas elas, porém, desfavoráveis à República Árabe Síria. O que está a acontecer revela um dos mais complexos quebra-cabeças existentes hoje no panorama internacional.

REPRESSÃO NÃO SUFOCA A CATALUNHA

Uma homenagem aos presos políticos catalães, em especial ao ex-vice-presidente do governo autonómico e presidente da Esquerda Republicana (ERC), Oriol Junqueras, que o autor considera exemplo de honestidade, carácter e das práticas democráticas. “Com Junqueras atrás das grades o independentismo não se apaga, pelo contrário, cresce, reaviva-se e não há artigo 155 capaz de sufocá-lo”, escreve.

COMBATE-SE O NEOLIBERALISMO NAS RUAS DO EQUADOR

No Equador luta-se contra o neoliberalismo e o seu cortejo de arbitrariedades, violência, austeridade e abolição de direitos. Depois de uma década de avanços sociais com as administrações de Rafael Correa, a traição de Lenin Moreno, a pressão colonial e o autoritarismo do FMI assumiram o poder e desmantelam o que foi alcançando com a Constituição de 2008. Sentindo o perigo da perda total das conquistas, os equatorianos tomaram as ruas; e o regime responde à moda pura e dura neoliberal: com repressão em vários matizes, incluindo a força bruta.

É HORA DE A ONU SAIR DOS ESTADOS UNIDOS

Com uma perigosa administração de direita, de cariz fascista, no governo em Washington, rejeitando o direito internacional e a prática de consensos, chegou a hora de as Nações Unidas e as missões permanentes dos Estados membros mudarem para um local mais neutro.

RACISMO NA EDUCAÇÃO: UM EXEMPLO

A banalização da escravatura é um método adquirido de instilar o racismo e que actua subrepticiamente. O problema torna-se ainda muito mais grave quando se pratica nas escolas.

RESSUSCITAR O TIAR, O NOVO GOLPE CONTRA A VENEZUELA

Os Estados Unidos e os países da América Latina que lhe estão submetidos ressuscitaram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), um velho instrumento da guerra fria – nunca aplicado – mas que agora se destina a aprofundar ainda mais a guerra híbrida contra a Venezuela. Aliás, os mecanismos invocados desta feita ultrapassam até os limites do próprio tratado, manifestando disposição para o violar

QUE HISTÓRIA ESTUDAM OS JOVENS DE HONG KONG ?

Os jovens manifestantes de Hong Kong adoptaram declaradamente a cultura britânica depois da reintegração do território na China como região especial. Ignoram o seu país e o que devem à China Popular. Para os seus avós e os avós dos seus avós, Londres não trouxe mais do que miséria e desolação, provocando a derrocada do Império do Meio.

TORTURA AFECTA SAÚDE DOS “CINCO OLHOS”

A CIA deixou de ter acesso automático às informações obtidas pelos serviços secretos da Nova Zelândia. As autoridades deste país estabeleceram um conjunto de “boas práticas” obrigatórias para tentar evitar o uso desses dados pela parte norte-americana em actividades de tortura e outras violações dos direitos humanos. Ensombram-se assim os horizontes da cooperação dos chamados “Cinco Olhos”, o conjunto dos serviços de espionagem anglo-saxónicos – Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – e que tem um alcance efectivamente global.

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