O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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O SAHARA OCIDENTAL, MAIS UMA GRANDE FARSA EUROPEIA

Uma das últimas malfeitorias de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, assumida já depois de ter perdido as eleições, foi mais uma atrocidade contra o direito internacional: o reconhecimento “da soberania marroquina sobre a totalidade do território do Sahara Ocidental”. Significativamente, a decisão passou quase despercebida; não consta que o secretário-geral da ONU, a União Europeia ou o ministro português dos Negócios Estrangeiros tenham manifestado publicamente qualquer reserva em relação a tão flagrante ilegalidade.

NOVO IMPERADOR, VELHO IMPÉRIO

Resultados considerados oficiais dão vitória a Joe Biden nas eleições norte-americanas. No caos reinante em todo o processo eleitoral, e tendo em conta as denúncias de situações fraudulentas, a proclamação é apenas provisória mas, na realidade, é o que menos interessa. Seja qual for o vencedor proclamado ou o que vier a ser empossado em 20 de Janeiro, os Estados Unidos continuarão a portar-se internacionalmente como um país fora de lei enquanto, internamente, lidarão com uma degradação social cada vez mais difícil de disfarçar. Os partidos financiados pelo Big Business fizeram o seu jogo quadrienal, mas em relação a isso há um aspecto que salta aos olhos de todos: a consulta eleitoral sofreu de todos os males que Washington costuma denunciar noutros países e que servem para justificar mudanças de regime, golpes de Estado ou mesmo invasões militares. É a lei do império, mas um império em decadência: atentem nos dois candidatos a imperadores.

FRONTEX, UMA POLÍCIA DE UM REGIME AUTORITÁRIO

O Frontex, a polícia fronteiriça da União Europeia e do Espaço Schengen, está na linha da frente ao serviço das conveniências xenófobas dos 27, não hesitando para isso em violar as convenções internacionais marítimas e recorrendo até a requintados métodos de tortura contra refugiados. A própria República Portuguesa não está isenta de responsabilidades nestas práticas: para que conste, embarcações da Polícia Marítima foram identificadas em investigações relacionadas com a perseguição a refugiados, designadamente no Mar Egeu.

POR DETRÁS DE UMA GUERRA RESSUSCITADA

Milhares de mercenários islâmicos que têm combatido contra a Síria sob as chancelas da al-Qaida e do Estado Islâmico (ISIS ou Daesh) foram e estão a ser recrutados por empresas de segurança turcas e norte-americanas para acordarem da letargia de 25 anos o conflito de Nagorno-Karabakh entre a Arménia e o Azerbaijão. Tendo em consideração que o status quo regional e internacional da disputa se tem mantido mais ou menos inalterado no último quarto de século, que interesses estão por detrás do despertar da guerra? A declaração recente de um cessar-fogo é importante mas não garante que fique aberto o caminho para aproximar posições.

VITÓRIA PARCIAL DA VENEZUELA EM LONDRES

Um tribunal britânico de apelo anulou a sentença do Tribunal de Comércio de Londres que permitia ao autoproclamado “presidente interino” da Venezuela, Juan Guaidó, movimentar em proveito próprio e do seu sistema de usurpação as 31 toneladas de ouro venezuelano à guarda do Banco de Inglaterra, no valor de 1800 milhões de dólares. A decisão foi tomada dando razão ao recurso apresentado pelo Banco Central da Venezuela contra a sentença.

PIRATARIA EM LONDRES COM O OURO DA VENEZUELA

O direito nacional e internacional deixou de contar. O actual espectáculo legal montado no Tribunal de Comércio de Londres sobre as reservas de 30 toneladas de lingotes de ouro venezuelanas guardadas na Grã-Bretanha conduz a esta conclusão. Surpreendentemente, a uma velocidade que ninguém imaginaria, o tribunal presidido pelo juiz Nigel Teare decidiu reconhecer unicamente Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela. Um acto de moderna pirataria.

A FRAUDE HISTÓRICA DA GUERRA DOS SEIS DIAS

Passam nestes dias 53 anos sobre a chamada Guerra dos Seis Dias, na qual, segundo reza a história oficial, Israel desmontou uma ameaça à sua existência derrotando os países árabes vizinhos e ocupando os territórios árabes de Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Leste e Montes Golã. Uma história oficial que é uma fraude, como prova o conteúdo de documentos oficiais partilhados por Miko Peled, cidadão israelita e filho do general Matti Peled, um dos inspiradores da operação. Israel consumou então um plano de ocupação de toda a Palestina histórica que já vinha de trás e que se vem transformando, passo-a-passo, em anexação – o que viola o direito internacional sobre a questão da Palestina. Um plano que o actual governo israelita ameaça acelerar e tornar irreversível. Para a história fica a história de uma fraude, o desmantelamento de um mito.

O VALE DO JORDÃO: SILÊNCIOS HIPÓCRITAS À BEIRA DA TEMPESTADE

Benjamin Netanyahu, o aparentemente eterno primeiro ministro de Israel, agora geminado com um dos carrascos de Gaza, Benny Gantz de sua graça, vem anunciando que a partir do início do próximo mês dará os passos governamentais, parlamentares e militares que considera necessários para anexar o Vale do Jordão, no território palestiniano da Cisjordânia. Além disso, tenciona integrar no Estado de Israel os colonatos construídos ilegalmente no mesmo território durante os últimos 60 anos. Estes movimentos representam, de facto, a extinção da chamada “solução de dois Estados” na Palestina histórica, estabelecida em 1948 pelas Nações Unidas e reactivada durante os passados anos noventa. Os criminosos não escondem o crime, os avisos estão feitos: ninguém poderá dizer que será apanhado de surpresa.

QUANDO O SILÊNCIO ABSOLVE O TERRORISMO

A esperança é a última a morrer, dizem. Daí que o mundo e, por inerência, os portugueses, continuem a aguardar que a União Europeia e o governo da República Portuguesa se pronunciem sobre a tentativa de invasão da Venezuela patrocinada pelo “presidente interino” que reconhecem, Juan Guaidó, e cujo “objectivo principal”, confessado contratualmente, era o de capturar, enviar para os Estados Unidos ou assassinar o presidente legítimo, Nicolás Maduro.

ISRAEL CONTINUA NAS MÃOS DE NETANYAHU: CISJORDÂNIA AMEAÇADA

Com pouco mais de um terço dos deputados no Parlamento, o “eterno” primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, driblou o ex-chefe da oposição como se fosse um simples amador e avança para um governo de maioria no qual assegurou poderes para designar os juízes que o deveriam julgar por corrupção. E, sobretudo, garantiu condições para iniciar a anexação da Cisjordânia, o maior assalto dos últimos tempos contra os palestinianos e o direito internacional, com as costas protegidas por Donald Trump

A TRAGÉDIA DO IMPÉRIO: FALTA EM SAÚDE O QUE SOBRA EM GUERRA

Utilizar sacos de plástico como luvas, acessórios de natação para protecção ocular, gazes e fraldas como máscaras, contentores frigoríficos como necrotérios estacionados em frente dos hospitais, valas comuns para enterrar os corpos. Estas são algumas das respostas das autoridades nos Estados Unidos perante o surto de coronavírus. Linha de frente no combate à pandemia, trabalhadores da saúde relatam, num misto de medo e indignação, cortes de salários, suspensão e modificação de contratos, jornadas de até 16 horas, falta de materiais de protecção à contaminação, esgotamento emocional e muita, muita raiva. “Sentimos-mos como ovelhas a caminho do matadouro”, relata uma médica de Nova York[1].

AS SANÇÕES COMO SENTENÇAS DE MORTE

Os governos de oito países sob sanções ilegais dos Estados Unidos dirigiram-se a várias instâncias internacionais, entre elas o secretário-geral da ONU, advertindo que esses bloqueios estão a impedir os seus povos de combater eficazmente a pandemia de coronavírus (COVID-19).

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