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DESIGUALDADE RACIAL MINA AS SOCIEDADES

Um estudo publicado recentemente nos Estados Unidos revela que as desigualdades raciais são factores que inibem o desenvolvimento das sociedades e impedem a economia de crescer de acordo com o seu potencial real. No entanto, as tendências agravam-se.

O CASO ALSTOM, OU MAIS UMA SUBMISSÃO EUROPEIA

O caso Alstom é mais um exemplo da subserviência europeia aos Estados Unidos. Na sequência de um processo desencadeado por uma suposta fraude cometida num concurso público na Indonésia, a francesa Alstom acabou nas mãos da norte-americana General Electric, que havia derrotado nesse concurso. Um golpe de mão assente na abusiva jurisdição universal das leis norte-americanas traduziu-se na entrega do controlo da energia eléctrica francesa a uma empresa próxima do governo norte-americano. Com a conivência de autoridades francesas e europeias.

IMPÉRIOS DO ARMAMENTO EXPÕEM MENTIRA DA NATO

O orgulho empresarial e comercial dos impérios armamentistas traiu a NATO. A norte-americana Lockheed Martin, fabricante dos sistemas ditos “defensivos” Aegis (o famoso "escudo defensivo"), informa nos documentos alusivos que os seus equipamentos estão em condições de lançar mísseis de qualquer tipo, defensivos e ofensivos, de médio e de mais longo alcance, aptos nomeadamente para “ataques contra objectivos terrestres”. Cai por terra a mais mítica e fantasista tese de propaganda da NATO: a de que a aliança apenas se “defende”.

AMAZÓNIA, UMA DEVASTAÇÃO PROGRAMADA

Nos meses que 2019 leva até agora foram registados, por satélites, mais de 35 mil focos de incêndio na Amazónia. E documentos de uma reunião promovida no mês de Fevereiro pelo governo de Bolsonaro em Tiriós, Estado do Pará, ajudam a levantar o véu sobre a catástrofe em curso - e que esteve mais de duas semanas silenciada. Brasília entende que os projectos de defesa da Amazónia atentam contra a soberania nacional e contrapõe planos que são de verdadeira colonização humana da região, implicando a devastação das suas riquezas naturais e culturais. Culpar as organizações não-governamentais pelos incêndios em curso é apenas uma das várias tácticas previstas na estratégia fascista dos bolsonarianos.

TROPAS SÍRIAS PROGRIDEM NA LIBERTAÇÃO DE IDLEB

O exército regular da Síria libertou Khan Cheikhoun, a cidade mais importante do governorato de Idleb, o último departamento administrativo em poder dos terroristas agrupados na al-Qaida e que são apoiados por potências da NATO. Trata-se de um importante resultado da vasta operação lançada pelas topas de Damasco, com apoio da aviação russa, para retirar a província do controlo dos terroristas.

DE BRAÇOS BEM FECHADOS

Os pouco mais de cem refugiados que penavam à deriva no Mediterrâneo a bordo do barco “Open Arms” desembarcaram, finalmente, em Lampedusa, Itália. Cem refugiados, cem vidas salvas à condição, mas uma parcela ínfima de um drama que persiste mesmo quando a comunicação social domesticada não dá por ele. A embarcação, porém, foi apresada: parece que salvar vidas é crime.

CAXEMIRA, O DRAMA DE UMA NOVA PALESTINA

Em 5 de Agosto, o ministro do Interior da Índia, Amit Shah, apresentou no Parlamento indiano o chamado projecto de Lei de Reorganização de Jammu e Caxemira. O documento divide este Estado indiano em duas partes: o Território da União de Ladakh e o Território da União de Jammu e Caxemira. A Assembleia Legislativa do Estado foi suspensa. Os seus eleitos foram colocados em prisão domiciliária. A imprensa foi amordaçada, os protestos foram reprimidos violentamente e as redes sociais desactivadas.

AUSTRÁLIA A CAMINHO DE ENTRAR NA NATO

Os secretários de Estado e da Defesa dos Estados Unidos, Michael Pompeo e Mark Esper, e o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberger, estiveram na Austrália nos primeiros dias de Agosto para programarem a entrada deste país na Aliança Atlântica. O território australiano, de acordo com as intenções dos visitantes, deverá receber mísseis nucleares de médio alcance apontados à China

GRÉCIA: O SUICÍDIO OU O ASSASSÍNIO DE UM PAÍS

Analistas ditos de esquerda, de direita ou do centro estão de acordo sobre a miséria que devasta a Grécia. E com razão. Porque a esmagadora maioria do povo grego vive com dificuldades económicas profundas. O desemprego está oficialmente em 18%, mas a sua taxa real é da ordem dos 25% a 30%. As pensões sociais foram reduzidas dez vezes desde que o partido Syriza – que se define como sendo de “esquerda” – assumiu o poder em 2015 e carregou o país ainda com mais dívida e mais austeridade. Em termos de serviços públicos, os que tinham algum valor foram privatizados e vendidos a empresas ou oligarcas estrangeiros. Hospitais, escolas, transportes públicos – e até algumas praias – foram objecto de privatizações, tornando-se inacessíveis a pessoas comuns.

VIAGEM AO MUNDO DA VERDADE ÚNICA

Uma viagem ao mundo da “estratégia de comunicação” da União Europeia e respectivas emanações é uma experiência indispensável para confirmar os indícios de que os dirigentes europeus convivem cada vez mais desconfortavelmente com a liberdade de opinião. Na verdade, como ilustra essa incursão, já encaram a informação como propaganda, o contraditório como um abuso e a liberdade como um delito. Está aberto o caminho para a imposição da opinião única, em que se baseiam todas as formas de censura, desde a dos coronéis à dos “fact-checkers” contratados a peso de ouro por Bruxelas.

ARGENTINA, UM SOPRO DE ESPERANÇA

Nas eleições primárias presidenciais realizadas domingo na Argentina a candidatura de Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner, repectivamente a presidente e vice-presidente, obteve um claro triunfo. Com uma votação de 47,65%, bateu a dupla em funções formada pelo presidente Macri e pelo vice-presidente Pichetto por mais de 15 pontos percentuais, ou mais de quatro milhões de votos. O neoliberalismo sofreu uma importante derrota.

COREIA DO SUL E JAPÃO: AJUSTE DE CONTAS COM EFEITOS GLOBAIS

A Coreia do Sul exige ao Japão avultadas indemnizações, públicas e privadas, pelo trabalho escravo a que milhões de coreanos foram forçados durante a primeira metade do século XX; o Japão acha que não devem ser feitos ajustes de contas às vantagens económicas obtidas através de tragédias humanitárias e retalia a economia sul-coreana. O conflito entre dois dos gigantes tecnológicos e comerciais asiáticos tem potencial para abalar ainda mais a economia e o comércio mundiais.

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