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DE COMO O OCIDENTE SE ENGANOU NA SÍRIA

Tal como aconteceu com Saddam Hussein e Muammar Khaddafi, as grandes potências ocidentais traçaram o mesmo futuro a Bachar al-Assad: o desaparecimento político, ou mesmo físico. Porém, os terroristas "moderados" apoiados pelo Ocidente na guerra contra a Síria transformaram-se numa apocalíptica máquina de morte e, apesar disso, Bachar al-Assad emergiu como vencedor do conflito e tendo ao lado uma grande potência, a Rússia. Mais uma vez o Ocidente tomou os desejos por realidades, leu a narrativa dos acontecimentos ao contrário e saiu humilhado. Só que isso custou milhões de vítimas, uma crise de refugiados e deixou um país e um povo em ruínas.

"A ELIMINAÇÃO DO CALIFA": TRUMP GOSTOU DO FILME

É um produto bem definido. Para encerrar uma vasta operação especial, na qual se recorreu a uma arma inconfessável, convém encenar a morte daquele que a incarnou. É a melhor maneira de apagar os seus rastos perante a opinião pública. Após a morte de Bin Laden, eis a morte de al-Baghdadi.

O DESPERTAR DOS POVOS

A paz podre do neoliberalismo globalizante e o conformismo social que lhe corresponde estão a ser sacudidos através do mundo. Nas urnas e nas ruas – as duas frentes são democraticamente legítimas e complementares – os povos dão sinais de que a sonolência hipnótica induzida pelo entertainment mediático em que se transformou tudo o que tem a ver com a vida das pessoas é uma arma que também se desgasta, desmascara e vai perdendo eficácia. Uma faúlha representada por um aumento de preços, um corte de subsídios sociais, o lançamento de mais um imposto tornaram-se agora susceptíveis de provocar grandes e vibrantes explosões sociais. A arbitrariedade e a impunidade do sistema dominante começam a encontrar barreiras humanas.

A OFENSIVA TURCA E O QUEBRA-CABEÇAS NA SÍRIA

A invasão da Turquia é um novo episódio da guerra internacional contra a Síria. Tratando-se de uma violação da soberania síria – apesar de Ancara invocar a Carta das Nações Unidas alegando que se trata de “autodefesa” – a operação veio provocar alterações significativas nas relações de forças no terreno, e nem todas elas, porém, desfavoráveis à República Árabe Síria. O que está a acontecer revela um dos mais complexos quebra-cabeças existentes hoje no panorama internacional.

NASCEU O NEOLIBERALISMO CLIMÁTICO

Salvar o planeta! Ora aí está uma causa nobre, por certo não fracturante, à medida do mainstream, padronizada segundo as normas da opinião única, enfim polémica quanto baste porque os seus opositores são encabeçados por figuras que estão de passagem, como Donald Trump, por certo uma excepção na tão recomendável classe bipartidária e monolítica dos Estados Unidos da América. Atentemos nos casos de Obama, de Hillary Clinton, consabidamente tão amigos do planeta e do ambiente.

DUAS MULHERES, MUITA MISTIFICAÇÃO

Duas mulheres foram escolhidas para cargos de grande destaque no gigantesco aparelho burocrático neoliberal que é a União Europeia. Ao cabo de um opaco processo de tráfico de influências, a alemã Ursula von der Leyen emergiu como escolha final para a presidência da Comissão Europeia; e a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, foi designada presidente do Banco Central Europeu. Duas mulheres politicamente de extrema-direita deixando atrás de si, em lugares que ocuparam recentemente, rastos de incompetência, clientelismo e corrupção. Tais nomeações, contudo, foram enaltecidas como grandes passos para a igualdade de género. Uma mistificação no meio da nuvem cerrada de mistificações em que se move a União Europeia.

A ARMA DAS SANÇÕES: GUERRA, TORTURA, MORTE LENTA

Depois de se ter retirado unilateralmente do acordo nuclear com o Irão no ano passado, a Casa Branca anunciou em Abril que o seu objectivo é “levar as exportações iranianas a zero”. Para tentar que isso aconteça, Washington deixou de permitir que países como a Índia, a China, o Japão, a Turquia e a Coreia do Sul importem petróleo iraniano: os Estados Unidos ditam a países soberanos com quem podem negociar.

PRISÃO DE ASSANGE, UM SINAL DOS TEMPOS

A prisão de Julian Assange é a imagem de marca de um sistema que considera o jornalismo de investigação como o maior inimigo da ordem pública.

O MARTÍRIO DE JULIAN ASSANGE NAS MÃOS DO BIG BROTHER

Sobre Julian Assange continua a pender a sede de vingança norte-americana, sob capa de "justiça". E até os jornalistas mainstream ignoram quem tanto dignifica a profissão, por procurar e difundir a verdade escondida

AS FALÁCIAS TRÁGICAS DA GUERRA E DO TERRORISMO

O segredo para combater o terrorismo não é enviar mais tropas fingir que o combatem; é deixar de financiá-lo e armá-lo.

LÍBIA: A CIMEIRA E A ATROCIDADE SILENCIADA

Os líbios pouco podem esperar dos que se reuniram na Sicília para "resolver a crise" do seu país: foram os mesmos que o destruíram com as bombas da NATO.

ARGENTINA DEBATE-SE NA SELVA DE MACRI

A Argentina caminha para a bancarrota empurrada pelo neoliberalismo selvagem do presidente Macri sob as ordens do FMI e de Trump. Os argentinos respondem com uma greve geral e uma grande manifestação na próxima terça-feira.

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