O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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O CONSELHO DE SEGURANÇA DA MENTIRA

Membros da NATO e da União Europeia no Conselho de Segurança das Nações Unidas impediram uma audição que permitiria esclarecer o comportamento suspeito da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ, OPCW) no caso do suposto ataque químico em Duma (Síria), em 7 de Abril de 2018, que tudo leva a crer tenha sido encenado. O comportamento dos Estados Unidos e aliados reforça vigorosamente esta possibilidade de fraude.

POR DETRÁS DE UMA GUERRA RESSUSCITADA

Milhares de mercenários islâmicos que têm combatido contra a Síria sob as chancelas da al-Qaida e do Estado Islâmico (ISIS ou Daesh) foram e estão a ser recrutados por empresas de segurança turcas e norte-americanas para acordarem da letargia de 25 anos o conflito de Nagorno-Karabakh entre a Arménia e o Azerbaijão. Tendo em consideração que o status quo regional e internacional da disputa se tem mantido mais ou menos inalterado no último quarto de século, que interesses estão por detrás do despertar da guerra? A declaração recente de um cessar-fogo é importante mas não garante que fique aberto o caminho para aproximar posições.

GÁS DO MEDITERRÂNEO ORIENTAL ENVENENA A NATO

Há aspectos em que a Organização do Tratado do Atlântico Norte ou NATO é uma aliança militar apenas na designação. O conflito de intensidade crescente que tem vindo a desenvolver-se nas águas do Mediterrâneo Oriental devido aos recursos energéticos entretanto descobertos e à indeterminação de várias Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) revela que a união militar entre diferentes países ocidentais pode vacilar perante circunstâncias deste tipo.

O QUE O LÍBANO GANHA EM OLHAR PARA LESTE

Depois de grandiloquentes declarações de solidariedade, logo ecoadas pela comunicação do regime global, as “doações” destinadas ao Líbano sob o patrocínio da França, da ONU e da União Europeia não passaram de 250 milhões de dólares, uma gota de água no vastíssimo mar de promessas - e ainda submetidas às “reformas reestruturais” do costume. No entanto, os 15 mil milhões de dólares envolvidos na reconstrução do porto de Beirute parecem ser “trocos” para empresas chinesas possuidoras do plano A para restauração e modernização das infraestruturas desenvolvimentistas e produtivas do país. O Líbano está numa encruzilhada: mais da mesma degradação sob o mito neoliberal da “Paris do Oriente”; ou virar-se para Leste, ao reencontro da história, da cultura e de uma via de desenvolvimento independente.

COLONIALISMO EM MARCHA, HOJE COMO ONTEM

Portugal e a Itália estão entre os países subcontratantes do Pentágono no Mediterrâneo e em África. Se bem que o Comando Africano dos Estados Unidos (AfriCom) permaneça ainda na Alemanha, Washington delegou uma parte das missões marítimas e todas as operações terrestres na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Estónia, Noruega, Holanda, Portugal, Reino Unido, Suécia e República Checa, sob comando da França. A parte norte-americana conserva, bem entendido, o controlo das operações, designadamente por via aérea. Velhos e novos aparelhos coloniais em marcha, travestidos de “missões de paz”, actuam além-fronteiras para servirem interesses estratégicos e económicos. O exemplo de Itália.

OS MILHÕES DE BRUXELAS NÃO SÃO PARA AS PESSOAS

“Histórico”! O adjectivo ainda hoje ecoa para saudar o acordo entre os membros da União Europeia e que supostamente faz chover sobre as nossas cabeças os milhões que irão aliviar-nos dos males económicos da COVID-19. Este é o conto de fadas. A realidade, por isso, nada tem a ver com ele. Chegam milhões a “fundo perdido” e por empréstimo que vão custar caro aos contribuintes, não poderão ser aplicados onde verdadeiramente fazem falta aos cidadãos – na saúde e outras vertentes sociais – e que ainda aliviam os países ricos, ditos “frugais”, de boa parte dos encargos com o orçamento europeu. Este é o preço da “unidade”: austeridade, financiamento de empresas privadas em sectores que não estão directamente ligados ao emprego e outros interesses sociais, novas amarras financeiras sem dividendos económicos onde são mais necessários, encargos aumentados com o orçamento da União. Por isso os mercados financeiros não cabem em si de contentes; enquanto as pessoas terão mais do mesmo porque a “recuperação” não é para elas.

PRÉ-HISTÓRIA DA COVID-19 NOS ESGOTOS DE BARCELONA

Cientistas da Universidade de Barcelona detectaram genomas do novo coronavírus SARS-CoV-2 nos esgotos da cidade no dia 12 de Março de 2019, isto é, nove meses e meio antes da declaração das autoridades chinesas da cidade de Wuhan e praticamente um ano antes de ter sido anunciado, em 25 de Fevereiro de 2020, o primeiro caso de COVID-19 “importado” na capital catalã. Mais uma demonstração de que a narrativa oficial do “vírus de Wuhan” pode ser cómoda para evitar uma investigação profunda das reais origens do fenómeno, conveniente do ponto de vista geopolítico, oportuna para as operações de propaganda em multiplicação mas está longe de caber nas realidades que vão sendo conhecidas.

O TERRORISTA "BOM", A NATO E O TRÁFICO DE ÓRGÃOS

Hashim Thaci, “presidente” do Kosovo, ia a caminho de Washington encontrar-se com Trump quando, após mais de dez anos de denúncias, chegou finalmente a notícia de que foi indiciado por crimes de guerra, entre os quais assassínios étnicos e tráfico de órgãos internos das vítimas. Deu meia volta e voltou para casa, aguardando o que acontecerá agora ao processo num tribunal especial de Haia. Thaci é há mais de duas décadas um peão fiel da estratégia NATO, dos Estados Unidos e da União Europeia que destruiu a Jugoslávia, amputou e devastou a Sérvia, assassinou dezenas de milhares de civis e voltou a “balcanizar” os Balcãs. Como chefe do Exército de Libertação do Kosovo, organização terrorista “islâmica” que instaurou um Estado mafioso no Kosovo, Hashim Thaci é, por assim dizer, um terrorista “bom”, um gangster do “lado certo”, um atlantista devoto. Com ele será julgada – caso o processo tenha continuidade - toda metodologia da NATO para limpeza étnica, ocupação e “independência” ilegal do Kosovo, incluindo o bombardeamento da Jugoslávia em 1999.

CHAMAM-LHE “POLÍTICA”: O ESCÂNDALO DAS “RECOMPENSAS” É O NOVO RUSSIAGATE

O mundo da política nos Estados Unidos da América, que serve de padrão a todas as “democracias”, está abaixo de lixo. Os principais arautos da comunicação corporativa servem-se agora de “fugas anónimas” para acusar a Rússia de pagar aos Talibã para matarem soldados norte-americanos no Afeganistão – e assim conseguirem um dois em um: intervir nas eleições presidenciais impondo uma tónica militarista e armadilhar as possibilidades de paz, fazendo a vontade ao Pentágono. Montadas as “fugas” sem qualquer prova, abundam as hipóteses de se tratar de uma nova versão do fracassado “Russiagate”, que fazia de Trump um “agente de Moscovo”. A “democracia” que se vai usando em todo o mundo e a comunicação dominante que se pratica têm, sem dúvida, uns bons mestres.

A NATO ASSUME A SUA AMBIÇÃO IMPERIAL

O processo de alargamento da NATO à zona Indo-Pacífico já começou. Foi criado oficialmente um grupo de trabalho para o efeito, não para reflectir a estratégia considerada mais adequada contra a China mas para a tornar pública e a justificar a posteriori, uma vez o trabalho concluído. Não existe qualquer diferença em relação ao período colonial, uma vez que se trata de conter a China, isto é, impedir o seu desenvolvimento. Tudo isto no âmbito imperial da Grande NATO Mundial no horizonte de 2030 – agregando Austrália, Nova Zelândia, Japão e outros países asiáticos.

VINGANÇA DA DERROTA: WASHINGTON E BRUXELAS CONDENAM POVO SÍRIO À FOME

Incapazes de vencer a guerra de agressão lançada há já nove anos contra a Síria, os Estados Unidos e a União Europeia têm vindo a confirmar, durante as últimas semanas, a sua mudança de estratégia para tentar colocar em Damasco os seus servidores: impor a fome ao povo sírio em cima da pandemia de COVID-19 e provocar uma explosão social interna.

FACEBOOK MODERNIZA AS GRILHETAS COLONIAIS EM ÁFRICA

O Facebook, que tem uma aliança operacional com o Conselho do Atlântico, uma entidade que trata da “liderança dos Estados Unidos e aliados” no mundo, está a montar uma gigantesca cadeia de cabos submarinos em redor de África como “pilar de uma enorme expansão da internet no continente”. Perito em “educar os cidadãos e a sociedade civil” sobre o que é “verdadeiro” ou “falso”, o Facebook amarra agora os seus cabos em terras onde mais de 600 milhões de pessoas não têm acesso a energia eléctrica. Trata-se, afinal, de cabos que vêm suceder às velhas grilhetas coloniais.

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