O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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OBSERVADORES NA VENEZUELA ACUSAM UE DE “FALSIFICAÇÃO”

Observadores internacionais presentes nas eleições presidenciais venezuelanas de Maio do ano passado acusam a União Europeia de "falsificações vergonhosas" sobre a realidade da consulta

AFINAL OS ESTADOS UNIDOS FICAM NA SÍRIA

Trump avançou demasiado no marketing e o establishment corrigiu-o. Como seria de prever, tropas norte-americanas vão continuar na Síria

IRÃO É PRETEXTO PARA ATACAR A VENEZUELA

O núcleo de falcões que gere a política externa dos Estados Unidos associa o Médio Oriente à Venezuela para ampliarem os pretextos de guerra

POLÓNIA OFERECE MILHÕES PARA TER UM “FORTE TRUMP”

O presidente da Polónia ofereceu dois mil milhões de dólares a Trump para construir uma base militar norte-americana no país, chamada, "por brincadeira", Forte Trump.

OS SOCIOPATAS E SEUS SEGUIDORES

Golpe na Venezuela, com banho de sangue no horizonte; retirada norte-americana do Tratado que proíbe mísseis de médio alcance e desbrava o caminho da guerra nuclear. Dois passos para o abismo dados pela administração Trump desde que o núcleo de sociopatas em torno do presidente se tornou sólido e estável. Ocasião escolhida pelos aliados de Washington para transformarem as supostas divergências com administração norte-americana em rendida vassalagem, corresponsabilizando-se, assim, pelas ameaças de tragédia que se reforçam sobre os povos da América Latina e do continente europeu. Uma subserviência na qual o governo de Portugal se esforça por ter lugar de destaque.

PARA SABER TUDO SOBRE O GOLPISTA JUAN GUAIDÓ

Formou-se em "revoluções coloridas" e "mudanças de governo" numa escola sérvia de terrorismo patrocinada pelos Estados Unidos; integrou a "Geração 2007", elite desestabilizadora venezuelana paga por Washington; fez estágios nas arruaças sangrentas e assassinas de 2014 e 2017 chamadas "guarimbas"; a sua carreira foi relativamente discreta até se proclamar "presidente" da Assembleia Nacional e da Venezuela depois de ter recebido um telefonema do vice-presidente dos Estados Unidos, não tendo sido eleito para qualquer dos lugares. É o escolhido por Trump para administrar, a rogo, as maiores reservas petrolíferas mundiais; e, por inerência subserviente ao mesmo Trump, é também o escolhido pela União Europeia e pelo governo de Portugal para "presidente legítimo" da Venezuela e "restaurar a democracia" no país. Conheça Juan Gaidó, o golpista venezuelano que o mundo "civilizado" e a fina flor dos media fast news veneram sem verdadeiramente curarem de saber quem é.

OS SUSPEITOS JOGOS DE GUERRA DA NATO NO IRAQUE

A criação da Missão da NATO no Iraque é novo e importante dado de guerra no Médio Oriente, integrando esta frente de agressão com a da Síria - e, eventualmente, o Irão

ABRAMS: “RESTABELECER DEMOCRACIAS” É COM ELE

Se o objectivo é "restabelecer a democracia" na Venezuela, Trump e os seus falcões não poderiam ter escolhido melhor para assessorar o presidente "interino", Juan Guaidó, nesta tarefa. Elliot Abrams, o eleito, traz com ele um vasto currículo de 40 anos de experiência em golpes, conspirações, montagem de esquadrões da morte e operações terroristas, assassínios, acções clandestinas e guerras civis, sobretudo na América Latina - mas também no Médio Oriente. Não lhe falta sequer a experiência de ter tentado um primeiro golpe na Venezuela, em 2002, contra Hugo Chávez. "Restaurar a democracia"? O homem certo no lugar certo. Como o governo português sabe, por certo.

CONSELHO DE SEGURANÇA DESAUTORIZA GOLPISTAS

As intenções golpistas dos Estados Unidos e aliados em relação à Venezuela não encontraram eco no Conselho de Segurança da ONU, praticamente dividido ao meio sobre o assunto. Além de não caber no âmbito da ONU pronunciar-se sobre questões internas de uma nação soberana, sete dos 15 membros do Conselho de Segurança, entre os quais China e Rússia, não deram andamento aos pretextos de Washington e alguns aliados europeus, o que evitou a repetição das decisões que geraram o caos na Líbia e no Iraque. A reunião de Nova York foi também muito elucidativa quanto aos papéis nefastos de António Guterres e Federica Mogherini.

UNIÃO EUROPEIA AO LADO DE TRUMP CONTRA A VENEZUELA

A União Europeia, com o governo português na linha da frente, colocou-se ao lado de Trump no golpe contra a Venezuela. Ao lado… para já não; os dirigentes europeus deram uma semana ao presidente legítimo, Nicolás Maduro, para convocar eleições - que aliás foram realizadas há oito meses; caso contrário reconhecem o mesmo "presidente interino" que os Estados Unidos indicaram. Um disfarce de uma semana para tentar manter aparências é uma atitude caricata que deixa a União a um nível rasteiro de subserviência a Trump. Sob ultimatos sucessivos e intervenção militar em preparação, no horizonte da Venezuela e dos povos da América Latina levantam-se terríveis ameaças contra milhões de pessoas, entre as quais a comunidade portuguesa - vítima da armadilha que lhes foi montada com a ajuda de quem manda em Lisboa.

OEA NÃO APOIA GOLPE NA VENEZUELA

O golpe na Venezuela teve o seu primeiro grande tropeção diplomático: não existiu a maioria necessária entre os 34 membros da OEA para apoiar a proclamação de Juan Guaidó como "presidente interino" da Venezuela. Apesar das pressões de Trump, feitas directamente pelo ex-patrão da CIA, Michael Pompeo, os 16 Estados apoiantes do golpe não chegaram sequer para formar metade da Organização dos Estados Americanos, quanto mais os 23 necessários regimentalmente. Entre os grandes derrotados estão, além de Pompeo, Luís Almagro, o próprio secretário-geral da OEA, e os chefes dos regimes da Argentina e do Brasil. Fora da OEA, o ministro português dos Negócios Estrangeiros assumiu uma benigna posição favorável ao golpe, contra os interesses da comunidade portuguesa na Venezuela.

TRUMP DISPARA GOLPE DE ESTADO NA VENEZUELA

Donald Trump reconheceu, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, como "presidente interino" do país e declarou a "ilegitimidade" do presidente Nicolás Maduro. O Brasil de Bolsonaro, o secretário geral da OEA, Luís Almagro, a Colômbia, Peru, Paraguai, Equador e Costa Rica seguiram rapidamente o caminho indicado por Washington. A Venezuela cortou relações com os Estados Unidos.

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